O Grupo XIX de Teatro apresenta working progress do experimento cênico Infâmia – resultado do Projeto XIX Ano 19: Crise e Insurreição. Eu assisti um destes experimentos online e como é interessante perceber que o teatro soube trazer elementos tecnológicos e ainda trazer um filme com Audrey Hepburn (Boneca de Luxo) para o grande público. Confira o review completo de Infâmia.
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| Star Wars The Bad Batch | Review
Star Wars Bad Batch chega a sua metade de temporada no Disney+ e te digo o que esperar dos restantes dos episódios do esquadrão de desajustados.
Continue lendo “| Star Wars The Bad Batch | Review”| O Regresso de Jaspion | Review
No mangá que traz Jaspion de volta depois de 30 anos, mostrando que o personagem pode sim ser relevante e pertencer a novos formatos. Michel Borges e Fabio Yabu tiveram a responsabilidade de adaptá-lo para o mundo de hoje, e como é bom vê-lo novamente.
Continue lendo “| O Regresso de Jaspion | Review”| BGS 2019 | Review MedEvil
Confira o review de MedEvil diretamente da BGS 2019, e saiba que ele continua o game clássico mesmo com a nova roupagem para os novos consoles.
MedEvil game lançado em 1998 é sempre lembrado com nostalgia por gamers mais saudosistas e se imaginava se ele um dia ganharia um remake para a nova geração de consoles da Playstation 4, mas aqui não é um reboot e sim um remake, o jogo tem a atualização necessária, mas não perde a essência em nenhum momento.
Somos novamente apresentados ao protagonista Daniel Fortesque que morreu prematuramente em batalha e recebe uma nova chance de redenção agora como um simpático esqueleto.
O game tem uma mecânica simples de golpes, aquela receita de qualquer Hack and Slash, com golpes primários e secundários. O diferencial fica referentes as armas, onde o jogador pode equipar armas primárias e secundárias, cada arma tem uma característica, então cabe ao jogador sempre analisar qual o melhor armamento para cada situação.
O problema que verificamos fica exclusivo aos combates, principalmente os personagens que estão longe do protagonista, basta atingi-los com armas de longo alcance como as adagas, e como eles estão fixos, o que já era fácil fica ainda mais. Os inimigos são lentos e se movimentam pouco. Os desafios ficam restritos aos boss e encontrar os itens que você deve ter para avançar no cenário.
O visual é devidamente atualizado para o Playstation 4, sem demandar o que console por produzir, mas ele é bem imersivo, com bastantes detalhes e cores diferentes para cada parte da aventura que você escolhe. E cada parte tem detalhes gráficos diferentes bem renderizados.
O remake tem a mesma forma dos jogos semelhantes da plataforma como Sypro e Crash, com o foco de mostrar games mais clássicos a uma nova geração e presentar games mais antigos com uma versão nova que mantém a essência do original.
MedEvil chega dia 25 para Playstation 4
| Titãs | Confira o trailer da nova temporada
Assista o trailer da nova temporada de Titans
Assista abaixo o primeiro trailer de apresentação da nova temporada de Titans (Titãs), série da DC Universe que a Netflix se encarrega da exibição no Brasil.
A nova temporada estreia n DC Universe no dia 06 de setembro, sem data de estreia na Netlfix.
Confira nosso review da primeira temporada de Titãs: | Titãs | Review
|Análise| Carência, Desapego e 500 Dias Com Ela
500 dias Com Ela completa 10 anos de lançamento. Confira nosso especial.
Pode não parecer, mas já vão fazer 10 anos desde o lançamento de 500 Dias Com Ela. O longa dirigido por Marc Webb se tornou um dos maiores sucessos da última década, virando um verdadeiro marco na cultura pop dos anos 2000, e alavancando o nome de Zooey Deschanel e Joseph Gordon-Lewitt, seus protagonistas. Sua leitura fácil de roteiro, trilha sonora e caracterização de personagens tornam 500 Dias Com Ela uma obra muito empática, mas já iremos abordar esse lado do Filme.
À partir desse momento, não pouparemos spoilers sobre o filme. Se bem que, um filme de 10 anos já não pode ser mais considerado segredo, e se você está aqui, é porque provavelmente já assistiu.
Assista ao trailer:
500 Dias Com Ela narra de forma não linear a história de Tom Hansen, e a sua visão sobre seu relacionamento com Summer Finn. Os dois se aproximaram por trabalharem juntos e terem alguns interesses em comum, como artes, cinema, música, etc.
Tom é um cara que vê a vida com um tom simplista, e de que as coisas funcionam de acordo com um certo roteiro. Acredita no “amor verdadeiro”, é muito apegado ao lugar onde mora, e de certa forma também a sua rotina. Já Summer se mostra desprendida de quase tudo a sua volta. Nunca criou raízes em lugares, pessoas ou costumes. Não acredita no “amor verdadeiro”, e se mostra mais interessada em viver o seu momento do que jogar sua âncora em alto mar. E é aí, que os conflitos começam a aparecer.
Durante anos, os filmes de comédia romântica nos mostram, de forma utópica e ingênua de como os relacionamentos funcionam, de fato. Um exemplo desse nicho caracterizam e muito este modus operandi da indústria é a já famigerada fórmula de Adam Sandler, utilizada em praticamente todos os seus filmes. O cara de classe média, que faz piadas ruins, nada atraente fisicamente ou intelectualmente, que faz diversas burradas ao longo do enredo, mas no final, acaba ficando com a mulher de seus sonhos devido ao seu bom coração (?).
Esse exemplo, ou o caso da garota atrapalhada e neurótica que fica com seu príncipe encantado, retratada nos filmes de Jennifer Aniston, passa a imagem simplista de que o amor funciona dessa maneira pra muita gente. É o caso de Tom, que assiste com Summer A Primeira Noite de Um Homem, um filme em que o protagonista interrompe o casamento de sua amada e foge com ela. Tom acredita que a motivação do ocorrido no final do filme, é sua definição do que o amor é em sua essência. Sabemos que se interrompermos o casamento de alguém ou acabarmos com a nossa vida social, como retratado em Tratamento de Choque, a probabilidade de conquistar alguém é praticamente nula. Não que esses filmes nos influenciem a acreditar nisso piamente, mas de certa forma, nos dão o conforto de que as coisas vão ficar bem, independente do que nós somos, quando na verdade nem sempre é assim.
Foto: Reprodução
Longas discussões foram levantadas na internet sobre quem está certo, e de quem é a culpa para o romance de Tom e Summer não ter ido para frente. O fator principal disso ter acontecido, e para a maioria dos relacionamentos não darem certo é a falta de sensibilidade. Quando se diz respeito à sensibilidade, se define a habilidade empática de (literalmente) sentir e ler o sentimento, as expressões e as vontades das pessoas.
Tom imagina um universo onde tudo corresponda de acordo com suas expectativas. Ele crê que por ter os mesmos interesses artísticos que Summer, e por ele gostar muito dela, isso é o suficiente para que os dois fiquem juntos. “Mas eu gosto muito de você, não entendo porque não podemos ficar juntos”. Você já deve ter escutado isso. Chega a ser engraçada e bizarra a maneira que Tom se baseia no conceito de que Summer é a mulher de sua vida, apenas levando em consideração o que eles têm em comum, e o como ela é distante de tudo aquilo que ele tem como projeto de vida.
Summer, como já dito, é extremamente desapegada à tudo que viveu, e se concentra apenas no seu presente. Em diversos momentos, ela expõe isso para Tom, que tem total consciência do que está acontecendo, afinal, como também mencionado, o filme é baseado em sua ótica sobre o relacionamento. Os únicos erros de Summer, porém, tenham sido convidá-lo para uma festa em seu apartamento e anunciar que está noiva, e após os dois terminarem depois da primeira discussão, ir atrás de Tom e reatar o namoro. Isso não faz com que ela seja vilã da história, que fique bem claro. Porém, tanto o exemplo de visão de Tom , quanto o de Summer, poderiam ser evitados caso houvesse um senso maior de sensibilidade durante seu envolvimento.
Tom espera que sua vida amorosa seja resolvida como a de Dustin Hoffmann em seu filme preferido, mas é irreal pensar de que existirá um final feliz quando um relacionamento diversas vezes sofreu com seguidos confrontos ideológicos. O sensacional de 500 Dias Com Ela é justamente por representar a humanização deste tópico nos cinemas, e que sim, nós vamos algum dia quebrar nossa cara por amor. É causar a reflexão de nossas próprias atitudes, e se estamos sendo coerentes com nossos sentimentos e os alheios, ainda mais em tempos de “contatinhos” e onde se aborda o termo “relacionamentos líquidos” ou “relacionamentos tóxicos”, sendo uma súplica para que seja exaltado a sensibilidade e a forma como nos relacionamos com o próximo.



