Cinema, Crítica de Filme

| Dark Web: Cicada 3301 | Crítica

Em um filme que brinca com o conceito aventureiro e inconsequente da busca pela verdade pela internet, Dark Web: Cicada 3301 usa um protagonista em um jornada de Indiana Jones e James Bond para facilitar uns atos. Confira a crítica completa.

O filme se concentra em um hacker (Jack Kesy) que se encontra na mira de um implacável agente do governo (Alan Ritchson), depois que ele e seus amigos descobrem uma “caça ao tesouro” na infame dark web. É uma história de crime, um thriller e até um pouco de comédia, e a história por trás do filme é igualmente interessante.

Longas sobre uma descoberta tem uma abordagem parecida. Um dos protagonistas se encontra em um ponto, e temos uma aventura para tentar provar sua inocência. O filme dirigido por Alan Ritchson usa o basal para trazer a aventura para a tela, que que claramente foge de elementos reais em alguns momentos

Outro ponto que desponta a atenção é a jornada do protagonista, já que ele não possui um passado de hacker ou de uma pessoa que quer ganhar dinheiro a partir de segredos, ele só querer manter as contas pagas e sua vida acertada, desmembrar o governo e mostrar suas escolhas erradas, acabam sendo o colateral de seus atos.

Essa construção é o ideal para um longa deste tipo, afinal quem pouco entende de elementos como invasão dados e elementos de governo, se deixa levar pelas descobertas do protagonista e suas formas de receber a verdade, além da equipe que acaba sendo formada nas consistências dos atos. 

Outra preocupação interessante é trazer o passado do protagonista para a história, para mostrar justamente que ele não é bom, e que ele tem seus próprios meios. Isso também se dá pela montagem de 2 lados da narrativa que mostra os federais e o hacker contando a mesma história.

E como temos a história pela visão do protagonista, ele se aproveita para diversos alívios cômicos que são bem colocados, e tiram um peso grave que a história busca trazer, que mesmo bem pontuados, sabem divertir e tirar o peso da história em diversos momentos.

O problema é que o roteiro traz dessa história um típico agente secreto que não possui nenhuma habilidade; O roteiro acerta em trazer elementos reais, mas erra ao executar estes elementos, temos um James Bond entre um ato e outro, são bons, mas a carga de realidade se perde em momentos chave, como nas brigas e tiroteios.  

E também temos um problema de uma resolução visual de um vilão, sempre há um elementos virtual para ser resolvido, mas falta um humano por trás disso, isso quebra a empatia do espectador com o possível elemento ruim do longa, até pode fazer sentido para a narrativa, mas um homem ou mulher para representar o que está errado, não seria nada ruim. 

E por termos um diretor acostumado a ação, temos um longa bem filmado e executado, as lutas são bem coreografadas e temos diálogos bem afiados e rápidos que dão dinâmica à narrativa principal e aos elementos que vão sendo apresentados. 


Dark Web: Cicada 3301 pode até errar em trazer uma narrativa mais próxima do espectador, mas possui acertos na trama de aventura e descobertas que traz nos próximos atos, foge do esperado, e entretém em boas cenas.

Nota: 3/5

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