Cinema, Crítica de Filme

| A Teoria dos Vidros Quebrados | Crítica

A teoria dos vidros quebrados é a prova que uma boa história é o principal para uma comédia, e se tiver um mistério envolvido, melhor ainda. Confira a crítica completa.

O filme traz a história de Claudio Tapia (Martín Slipak), empregado de uma companhia de seguros que é designado como responsável da empresa em uma longínqua e pequena cidade. Após sua chegada, vários carros começam a aparecer incendiados durante a noite sem motivo algum. Claudio deverá resolver o mistério para manter sua ambição de progredir dentro da empresa enquanto administra uma crise em seu casamento.

O filme escrito e dirigido por Diego Fernández Pujol mostra um mistério em meio a comédia, e isso é interessante para a narrativa construída na trama. O longa é orgânico na construção de personagens, focando na vida do protagonista. E a história consegue mergulhar o espectador nela, já que ela se apoia em elementos reais. E mesmo o mistério que está na tela, faz sentido.

Claro, que essa lentidão incomoda em alguns momentos e temos cenas que parecem repetidas, mas a produção que envolveu os três países (Brasil, Uruguai e Argentina) entende que isso é necessário para alguns atos específicos, e para a resolução do que nos é apresentado.

O protagonismo de Martin é intenso, e mesmo ele não tenho grandes falas cômicas, ele consegue ser o lastro da história e ir mostrando o que ocorre neste novo emprego. O roteiro traz humanidade e uma rotina que combina com o realismo que o longa propõe. E como vamos entendendo a cidade pelo seu olhar, vamos descobrindo junto com ele os acontecimentos.

Os personagens secundários não conseguem imprimir a mesma força que o protagonista possui, todos tem muitos elementos caricatos e marcados, como se fossem pequenas cenas de comédia. Eles interferem na trama, mas eles fogem da realidade que o longa consegue imprimir em seu mistério. Até mesmo Roberto Birindelli (Águas Selvagens)  fica restrito a um candidato a deputado, onde sabemos pouco dele, e quando termina o filme, ficamos conhecendo menos ainda.

A filmagem e montagem privilegia o local, por ser uma cidade pequena com ares de interior, a câmera transita entre as ruas e pequenas casas com leveza, mas o destaque fica para as alucinações que Tapia tem em momentos de grande stress, são saídas interessantes, aliada a uma trilha que consegue ser engraçada e ainda introduz novos elementos a narrativa principal.

A crescência da resolução do caso, perde o ritmo nos momentos finais, pela mudança de velocidade, fica parecendo um final de episódio, onde apenas mostra alguns pontos para encerrar rapidamente, ao menos elas mantém o sentido da trama inicial. 


A teoria dos vidros quebrados não é um grande filme, porém tem uma história bem trabalhada, que fica sempre atenta a manter a sua forma de contá-la sem precisar de grandes efeitos ou saídas mirabolantes. Isso já é algo interessante para o longa.

Nota: 3/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

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