Cinema, Crítica de Filme

| Cora | Crítica

Em um filme que brinca com a realidade, distopia e futuro incerto. Cora mostra que o Brasil do futuro não é tão diferente do país atualmente. Confira a crítica completa.

Brasil 2064, é onde o longa Cora de Gustavo Rosa de Moura e Matias Mariani ocorre, mas não espere realidade, por mais que filme siga os conceitos esperados em um documentário. Mesmo tendo essa busca pelo parentesco perdido, aqui temos outras informações sendo discutidas.

A possível distopia mostrada no longa, não acompanha a narrativa principal, temos aqui um uso esperado de um documentário, que mesmo que se passa em um futuro distante, ainda temos elementos que se parecem que estamos em 2021.

A estrangeira (Que não recebe um rosto ou algo reconhecível) narra os acontecimentos, de forma cronológica em alguns momentos e fora de ordem em alguns. O roteiro é inteligente em ao ponto de instigar o espectador sobre a história, mas a linguagem esperada se mantém.  

A forma com que vemos a trama principal, não tem surpresas, afinal temos uma pesquisa sobre seus antepassados, da chegada ao Brasil e seus descendentes a partir de informações, que ela consegue através de pesquisas próprias, até que descobrimos sobre seu pai, que tentou fazer o mesmo, mas se perdeu em sua própria loucura. 

Este é o principal teorema de Cora, de encontrar seu futuro, mas não encontra dificuldades em seu presente e seu passado, mesmo que o longa foque em arquivos digitais, não há problemas em buscar a forma certa em entender estes arquivos. 

Essa forma de buscar naturalidade em algo esperado, não é visto aqui. Os personagens que explicam o que ocorreu, tem um bom texto e roteiro, mas em alguns momentos, soam artificiais e sem peso na narrativa principal.

Essa possível diferença entre sons e imagens de épocas diferentes, passa despercebido pela história contada, afinal temos desaparecimentos, poucos elementos e principalmente uma época levemente caótica que é apresentada no todo. 

A linha do tempo tem um começo, meio e possível e fim bem estabelecidos ao menos, temos uma história de busca pelos seus, de uma que contribui ao essencial, mesmo que no começo parece deliberado, temos um sentido nos restante do filme. Afinal, temos pouco acesso a quem está contando a narrativa que vemos.

A proposta de distanciamento da protagonista da história contada é bem realizada, principalmente se pensarmos que estamos conhecendo a narrativa principal junto com a protagonista, quando estamos em meio aos arquivos, imagens e documentos que mostram o protagonismo da autora dos fatos. 

As exposições dos fatos fazem sentido no começo da história, porém a repetição se sobrepõem ao excesso de informações onde somos inundados nos primeiros atos. Afinal, temos a sensação que tem algo a ser revelado ou alguma descoberta que modificar a trama principal, porém as mudanças seguem o esperado.

Cora busca trazer um documentário diferenciado, mas segue a cartilha, os erros do ‘sistema’ que acabam sendo o grande destaque, já que a narrativa segue o esperado. 

Nota: 2/5

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