Cinema, Crítica de Filme

| Sing 2 | Crítica

Assim como no primeiro filme, Sing 2 foca nas grandes apresentações e poucos nos diálogos entre os personagens, porém entrega grandes números musicais.

SING 2

Na glamourosa cidade de Redshore, Buster Moon e a galera enfrentam seus medos, fazem novos amigos e superam seus limites em uma jornada para convencer o recluso astro Clay Calloway (Bono) a subir aos palcos novamente.

Sing lançado em 2016, não foi uma unanimidade com a crítica, mas o público gostou do grupo de Buster Moon, principalmente das músicas apresentadas, inclusive, Johnny (Taron Egerton) cantou Elton John e após isso fez o grande Rocketman, onde personificou o artista. O longa pode não ter chamado a atenção, mas entregou grandes momentos musicais. E a sequência repete isso

Dessa vez temos o grupo estabelecido, de uma forma funcional, onde cada um sabe onde pode evoluir, então temos mais fluidez na narrativa e poderíamos ter uma maior aprofundamento nas narrativas não explicadas no primeiro filme, mas o longa dirigido por Garth Jennings mantém a fórmula do anterior, grandes canções e poucos diálogos.

Os momentos musicais são estupendos, com escolhas novamente precisas e com um repertório que busca sucessos da música pop, e por termos um personagem que vem do rock, alguns clássicos aparecem também. Todas as músicas tem um momento no filme para serem utilizadas, uma pena é que a canção original ‘Your Song Saved my Life’ de Bono seja usada apenas nos créditos.

A história em si é superficial, novamente temos a montagem de um musical, apenas o espectro ganhou novos e grandes ares, o sonho do coala era montar um espetáculo em Redshore, considerado o melhor local para isso. E ele consegue, a sua forma, por isso o longa lida com essas consequências. 

Graficamente falando, o filme muda muito pouco, apenas nos cenários, há mais aprofundamento, que traz grandiosidade para as cenas, com novos ângulos para as aprensentações, e os personagens crescem nestes momentos para suas próprias jornadas, o que parecia ser a grande diferença do primeiro filme, mas elas são superficiais e ocorrem de uma forma rápida. 

Os cantores/atores do primeiro filme retornam aos seus papéis, com vozes poderosas quando necessário, mas o destaque continua sendo as canções, que são moldadas para o tom de voz do personagem, sem perder as características da música em si. Mesmo Bono, que tem a única jornada que merece algum destaque, está bem no papel de Clay Calloway.

O longa até se preocupou em dar novas narrativas ao grupo, deles agora terem que lidar com um novo espetáculo e preocupações, elas até combinam com os personagens, mas falha em tentar aprofundar, ou buscar soluções que fujam do ‘felizes para sempre’, não há grandes surpresas, mudanças que somem algo. E também se resolvem rapidamente. 

Sing 2 diverte e tem boas músicas, mas não espere grandes narrativas ou desenvolvimento ampliados dos personagens, tudo segue sem riscos, mas diverte e você pode até cantar junto em alguns momentos.  

Ps.: O elenco de dublagem nacional retorna para o novo filme, porém não espere eles cantando as novas músicas, as versões originais foram mantidas, suas vozes ficam restritas ao diálogos apenas.

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