Ir para conteúdo

| Mestres do Universo: Salvando Eternia – Parte 1 | Review

Mestres do Universo: continua a história clássica com um novo enredo e histórias

MASTERS OF THE UNIVERSE: REVELATION (L to R) MARK HAMILL as SKELETOR and CHRIS WOOD as HE-MAN in episode 101 of MASTERS OF THE UNIVERSE: REVELATION Cr. COURTESY OF NETFLIX © 2021

Mais de 35 anos depois do término da série original, Mestres do Universo: Salvando Eternia traz de volta os icônicos guerreiros He-Man, Pacato, Gorpo e Mentor. Juntos, os guardiões do Castelo de Grayskull seguem na luta contra Esqueleto, Maligna, Homem-Fera e as temíveis legiões da Montanha da Serpente. Durante uma dessas batalhas mortais, o reino acaba fraturado para sempre. Agora, cabe a Teela solucionar o mistério da Espada do Poder e resgatá-la para impedir que o Universo chegue ao fim. Na corrida contra o tempo, a filha biológica da Feiticeira vai finalmente descobrir os segredos de Grayskull.

A animação produzida por Kevin Smith (O Balconista) entrega o certo, uma continuação da série original exibida nos anos 80, mas com um enredo diferente. Não com novos elementos ou novas histórias, estamos vendo o que ocorreu com os Mestres do Universo depois dos desfechos da série original. E sim, eu disse Mestres do Universo e não He-man. Se você está buscando o protagonismo do personagem mais conhecido, é melhor nem começar a dar o play. Kevin prefere dar protagonismo ao grupo, até mesmo Esqueleto (Que foi dublado por Mark Hamill, o Luke de Star Wars, no original) fica em segundo plano.

Mesmo com uma história contada pelos olhares de Teela, temos um bom espaço de tempo para diversos personagens, mesmo tendo observado apenas a primeira parte da primeira temporada (A Netflix prometeu a segunda parte para ainda neste ano ou no máximo janeiro de 2022). Essa ideia de dar um maior tempo de tela para os outros personagens, é um dos grandes problemas da série original e dos merchandising da época, eles sempre focaram em He-man e Esqueleto. Aquela velha briga do bem contra o mal que sempre funciona, mas não valoriza os secundários.

MASTERS OF THE UNIVERSE: REVELATION (L to R) GRIFFIN NEWMAN as ORKO, TIFFANY SMITH as ANDRA, SARAH MICHELLE GELLAR as TEELA, JUSTIN LONG as ROBOTO and LENA HEADEY as EVIL-LYN in episode 103 of MASTERS OF THE UNIVERSE: REVELATION Cr. COURTESY OF NETFLIX © 2021

Claro que não é uma tarefa fácil comparar os traços das duas animações, afinal são épocas distantes e com ideias que funcionam bem para as épocas lançadas. Mas a nova resolveu um problema ‘crônico’ da primeira. Que é dar uma transformação adequada ao príncipe Adam. Afinal, vamos ser sinceros, quando ele se tornava o He-man, ele só ganhava um bronzeado, nada mais. Aqui tem uma aura de Sailor Moon com Power Rangers quando tudo ocorre. Além do detalhe dele ter duas vozes distintas.

Mestres do Universo pode não inovar nas características e personalidades dos personagens, mas traz uma abordagem mais madura e épica da história, por justamente incorporar informações da sociedade em que vivemos dentro da série, seja por mulheres que podem salvar o mundo, sem precisar de um homem ou de ter um equipe com diversos aspectos e habilidades. E como essas habilidades ficaram  fluidas nas cenas de ação traz uma aura mais durona a todos. 

Ao dar mais espaço aos secundários, e tem algumas passagens de tempo, há muito o que ser explorado em novas continuações. O roteiro de Eric Carrasco, Tim Sheridan, Diya Mishra e Marc Bernardin constroe um caminho com diversas ramificações. E mesmo com um final chocante e o final ainda mais, há muitas portas abertas a serem mostradas. 

MASTERS OF THE UNIVERSE: REVELATION (L to R) CHRIS WOOD as PRINCE ADAM in episode 101 of MASTERS OF THE UNIVERSE: REVELATION Cr. COURTESY OF NETFLIX © 2021

E eles mostram coragem também ao abordar elementos que a série original pouco explorou, como o segredo de Adam e o destino de Teela. E a também a mitologia da série. Temos um vislumbre que Eternia tem suas próprias crenças, cultura e até mesmo sua magia.

Além de abrir espaço para explorar os dramas de cada um, por exemplo, poucos sabiam que Adam era o He-man (Spoiler de 30 anos, calma aí) abriu um espaço que não foi abordado e com o final da primeira parte, pode muito bem ser uma das subtramas

A magia que rege Eternia também ganha seu espaço, não ficando restrito aos personagens que as manipulam, fazendo uma jornada do herói com Teela que mistura elementos de O Senhor Anéis e Star Wars, já que temos classes de guerreiros diferentes com habilidades únicas. E a série sabe usar cada um.

 
Mestres do Universos: Salvando Eternia é uma sequência clara, mas consegue abrir diversos caminhos de uma fonte que parecia estar esgotada. Mostrando que a série é maior do que era abordado nos anos 80.

Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: