Ir para conteúdo

| Eternos Companheiros | Crítica

Eternos Companheiros mostra que dá pra ensinar novos truques a um coração amargurado. Confira a crítica completa.

O amável labrador Little Q está treinando para se tornar um cão-guia para cegos. Quando termina seu treinamento, ele é enviado para auxiliar um renomado chef recentemente cego, Lee Bo Ting. Amargurado, ele se recusa a confiar no cão e tenta afastá-lo várias vezes.

Eternos Companheiros é baseado no romance japonês The Life of Quill, the Seeing-Eye Dog, de Ryohei Akimoto e Kengo Ishiguro, que chegou a 300 milhões de leitores na Ásia. À primeira vista, temos mais um filme de cachorro, mas o longa dirigido por Wing-Cheong Law (A Fúria de Vajra) busca mostrar como estes pequenos animais ganham espaço no nosso coração, aos poucos.

Quem tem um animal em casa, sabe o quanto ele significa, e o filme busca mostrar este sentimento em específico. Do crescimento do amor entre o labrador e seu dono. Claro, que pra isso teríamos que ter um cara duro, chato e intransigente. E Simon Yam (O Grande Mestre) entrega tudo isso nos primeiros atos, para mostrar a ‘casca’ de seu personagem e como a sua personalidade o impede de ter amigos próximos.

E por ser um longa mais denso e com mais camadas de tramas, Eternos Companheiros se destaca pela carga dramática e não precisar se apoiar no carisma fofo do cachorro, temos um crescimento da carga dramática por todo o filme, com pequenos pontos de respiro. Não que seja um longa difícil de assistir, pelo contrário. O drama aqui é balanceado e mantém o espectador na tela.

Além de mostrar essa empatia do protagonista crescer, ele também nos mostra os motivos para Lee ser tão amargurado e como a perda da visão o deixou ainda mais transtornado e com outra opinião sobre a vida e trabalho. Não que isso seja uma justificativa, mas é raro um filme explicar tão detalhadamente o protagonista. Geralmente esperamos alguém que já é cruel desde o início e vai sendo moldado. Aqui o roteiro busca dar voz ao que o Sr. Lee de alguma forma. 

O protagonista também perde a vontade de viver, tratando assim o labrador de uma forma desumana, e vemos como um cachorro pode trazer não só a vontade de continuar, de seguir adiante. De mostrar que a vida pode ser tão boa, mesmo sem a visão. A construção dessas cenas aliadas a uma trilha, ajuda a emocionar ainda mais.

A história também mostra a realidade dos cães-guia de perto, de como eles são treinados e estão dispostos a proteger seu mestre dos perigos, e mesmo o filme tendo cenas extremamente perigosas, o labrador está sempre lá para salvá-lo ou se aproximar para um carinho depois de um dia difícil.

E você ainda não se emocionou, o longa também se dedica a mostrar a relação dos dois conforme o tempo passa, de como eles envelheceram juntos. E como em alguns momentos o Sr. Lee terá que cuidar do labrador em algumas tarefas. Mesmo com uma carga dramática alta, pois já imaginamos o que pode ocorrer, mostra o quanto a relação de ambos cresceu e se desenvolveu, de como o cachorro mudou a vida do protagonista.

Nota: 3/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

Nos siga nas redes sociais Facebook / Instagram / Twitter

Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: