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| Irmã | Crítica

Em um filme que mostra a independência de duas meninas de diferentes idades, ‘Irmã’ mistura elementos como fantasmas, superpoderes e dinossauros, sem deixar o lado família de lado. Confira a crítica do filme que está na Mostra de Cinema de Tiradentes.

Quando a doença de sua mãe se agrava, Ana e Julia viajam ao interior do Rio Grande do Sul à procura de seu pai. Mas as irmãs não vão em busca de abrigo e proteção; elas buscam sua própria libertação, e o direito de serem donas do seu próprio destino. Ao longo da jornada, um estranho asteroide se aproxima da Terra. No caminho, fantasmas, superpoderes e dinossauros.

O longa escrito e dirigido por Luciana Mazeto e Vinícius Lopes traz o lado família em ‘Irmã’, mas percebemos nas primeiras cenas que elementos como dinossauros e sobrenatural serão abordados. E veremos isso através dos olhares de Ana (Maria Galant) e Julia (Anais Grala Wegner), que por terem idades diferentes tem uma percepção de vida distinta, que vai sendo abordado conforme avançamos na história.

A narrativa traz uma história difícil para as duas garotas, já que a mãe está doente e elas acabam indo sozinhas em busca do pai ausente, essa jornada mostra muito amadurecimento de ambas, já que elas terão que crescer na ‘marra’. E o roteiro soube trazer essa história mais dura e ao mesmo tempo trazer elementos diferentes por causa da diferença de idade das protagonistas.

Os elementos fora do comum estão bem encaixados nesta história, o que no começo parecem ser elementos sobrenaturais, são carregados de simbolismos para justamente dar mais força aos diálogos e aos sentimentos das garotas, claro que algumas cenas geram aquele desconforto de saber se estes elementos são reais.

As atrizes escolhidas para as protagonistas fazem cenas com doses de realidade, já que o espectador pode ter alguma empatia com as duas, temos aquelas cenas clássicas da irmã mais velhas cuidando da mais nova e quando ela quer viver sua vida jovem longa da irmã. O roteiro traz uma história possível para o mundo em que vivemos, se tirarmos os dinossauros da equação.

As cenas do núcleo familiar, além de diálogos carregados, temos cenas mais longas com cortes sutis, que ajudam na criação da atmosfera e ajudam na carga dramática necessária, principalmente nos momentos filha jovem e pai. Essa fluidez é percebida apenas nas interações, o restante do filme possui uma forma comum.

Os elementos místicos e sobrenaturais, são tratados aqui com leveza, já que fazem parte dos momentos, sem cenas mais ‘pesadas’, o que chama atenção não é forma que são tratados e sim como a fotografia do filme muda toda vez que um deles, ganha força na narrativa. Essa escolha de cor inusitada que cresce de intensidade quando necessário faz com se perca um pouco do ‘elemento surpresa’, mas não atrapalha experiência final.

Os diretores também trazem outras formas de mostrar os diálogos, o que traz aquela mesma sensação dos elementos místicos, de não entendermos se é real ou faz parte da atmosfera dos elementos que são apresentados aos poucos.

‘Irmã’ traz um filme que mesmo com elementos diferentes, faz um filme com bons diálogos, com uma captação diferentes do que esperamos. E temos duas garotas que souberam trazer uma carga dramática de acordo com suas idades.

*Filme visto na 24ª Mostra de Cinema de Tiradentes

Nota: 3/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

Facebook: facebook.com/naoparecemaseserio

Instagram: @npmes

Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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