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| The Mandalorian | Review

Confira o review da segunda temporada de ‘The Mandalorian’ que não só trouxe mais informações ao cânone de Star Wars, como aqueceu os corações dos fãs em seu final. Claro que o Baby Yoda ajudou.

O Mandaloriano (Pedro Pascal) e Baby Yoda – Foto: Disney+

A série do Mandaloriano feito por Pedro Pascal se situa depois dos eventos de ‘O Retorno de Jedi’ (1983) e antes dos eventos de ‘Despertar da Força’ (2015), o que dá 30 anos de história sem elementos que entraram no cânone de Star Wars. A série da Disney+ trabalha enfim este espaço de tempo, algo que a primeira temporada não o fez em larga escala.

A nova temporada se aproveita da cenografia e efeitos que parecem ter saído de um filme da franquia. Quando há uma série que realiza um spin-off de um filme, a qualidade técnica despenca, mas Dave Filoni (Clone Wars) e Jon Favreau (Homem de Ferro) escrevem como se fosse um filme e os diretores dos episódios souberam manter o nível elevado, principalmente nesta nova temporada.

Essa introdução de novos elementos passa pela inserção de novos personagens, ao colocar Boba Fett (Temuera Morrison) e Fennec Shand (Ming-Na Wen) ele começa a contar novas histórias e a preencher esse espaço, algo que as séries animadas faziam timidamente e agora temos uma história concreta que será contada pela terceira temporada de Mandaloriano, além das diversas séries baseadas em Star Wars que foram anunciadas pela Disney neste ano.

Ahsoka Tano (Rosario Dawson) – Foto: Disney+

A segunda temporada também serviu como se fosse um piloto (Como é chamado o primeiro episódio de uma série) de Ahsoka Tano (Rosario Dawson) que foi mostrada em live action pela primeira vez, mostrando que a personagem continua querida pelos fãs de Clone Wars, continua sua jornada sem o seu mestre. Foi uma passagem curta, mas o suficiente para deixar os fãs ansiosos para sua própria série.

E claro, não há Mandaloriano sem Baby Yoda, que teve seu nome verdadeiro revelado enfim, mas o nome criado pela internet ganhou o mundo, acho difícil chamá-lo de Grogu, sem lembrar do apelido. O elemento fofo da série teve sua jornada revelada, entendemos os interesses da aliança rebelde e do império em sua captura. Claro, que a nova temporada abusou novamente de sua fofura em cenas de aquecer o coração, mas as revelações envolvendo o personagem deram a série, as melhores cenas. O momento em que ele se reconecta com força é de deixar J.J Abrams que dirigiu o péssimo ‘Ascensão Skywalker’ de queixo caído.

Moff Gideon (Giancarlo Esposito) – Foto: Disney+

Mesmo com diversos momentos para introduzir os novos (Alguns nem tanto) personagens, o rumo não se perde, mesmo em uma temporada onde os criadores ficaram na criação e roteiros e pouco na direção dos episódios. O nível de qualidade que já era elevado, foi elevado. O último episódio recebeu a nota 9.9 de diversos sites especializados.

Dave e Jon entregaram um final de temporada que acelerou o coração do fã da franquia, mostrando que sabem finalizar uma história e principalmente guardar segredos (Os famosos spoilers). Este final foi gravado a quase um ano e não vazou. Os segredos de Baby Yoda foram descobertos quando os episódios foram liberados no streaming. Em algo tão global quanto Star Wars, fazer isso é um desafio, e foi cumprido.

O Mandaloriano (Pedro Pascal) e Boba Fett (Temuera Morrison) – Foto: Disney+

As atuações da primeira temporada que são bem centradas com poucas camadas, principalmente no protagonista Din Djarin feito por Pedro Pascal (Game Of Thrones). Agora como os personagens já tiveram suas jornadas e personalidades estabelecidas, fica mais fácil perceber as atuações e também há mais elementos dramáticos agora. A série possui mantém a essência de aventura, mas algumas cenas exigem mais dos atores e eles respondem bem a cena. Pedro inclusive possui cenas com a criança que trazem muito elementos de ‘pai e filho’ e de ‘família’. A última cena dos dois no final de temporada é de arrancar lágrimas do coração nerd mais duro.

O saldo final de Mandalorian que já era alto, se mantém. Não era esperado que o futuro de Star Wars estaria no streaming e não nos novos filmes. O problema é que a Disney faz a mesma estratégia dos seus live action. Com o sucesso de público e crítica, diversas séries derivadas foram anunciadas (Algumas estreiam já em 2021). Todo mundo lembra que com o sucesso de ‘Mogli: O Menino Lobo’ (2016), todas as novas produções foram feitas em live action. E sabemos que o sucesso não veio para todas as obras. Agora é esperar se este excesso de séries pode prejudicar o caminho construído pelo Mandaloriano e Baby Yoda (Não consigo chamar de Grogu, desculpa Jon).

Nota: 5/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

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Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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