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| Histórias Estranhas | Filme ganha novo trailer

Oito diretores se reúnem para transportar o telespectador para o mundo do terror em “Histórias Estranhas”.


Oito diretores se reúnem para transportar o telespectador para o mundo do terror em “Histórias Estranhas”. O horror, o bizarro e o inexplicável se encontram nesta coletânea que apresenta, em oito contos, assassinos, bruxas, demônios, mutantes e, até mesmo, um homem invisível.

O diretor e idealizador do projeto Ricardo Ghiorzi, conta que a ideia do “Histórias Estranhas” existe desde 2015 e explica sobre a escolha para a composição do filme. “O projeto veio evoluindo e sofrendo várias metamorfoses durante estes anos e para a seleção centralizou-se em curtas que tivessem ótima qualidade técnica/artística e tivessem, claro, temática sobrenatural, fantástica ou horror”.
O longa, que reuniu a produção de quatro estados brasileiros, apresenta nomes promissores do gênero fantástico como Rodrigo Brandão, que dirige “Ninguém”, história sobre um encontro potencialmente perigoso entre um andarilho e um casal; Kapel Furman, responsável por “A Mão”, conto sobre uma criatura que caça cristais em seres humanos; Taísa Ennes, de “Mulher LTDA.”, mostra corpos no necrotério transformados em produtos a serem comercializados; Paulo Biscaia Filho, diretor de “No Trovão, na chuva ou na tempestade”, sobre um pacto com três bruxas; Claudio Ellovitch, de “Os Enamorados”, narra sonhos psicodélicos que não são possíveis de diferenciar da realidade; Filipe Ferreira, responsável por “Invisível”, sobre a história de um homem invisível e suas dificuldades; Ricardo Ghiorzi, idealizador geral de “Histórias Estranhas” e também diretor de “Sete Minutos para a Meia-Noite”, em que retrata a espera de uma mulher para cumprir um pacto; e Marcos DeBrito, diretor de “Apóstolos”, descreve a busca de um homem sem cabeça por cabeças masculinas para fotografar. Confira o trailer abaixo.


“Histórias Estranhas” tem produção geral da Cinematográfica, com coprodução da Impulso Hüb, Infravermelho Filmes, Machina Filmes, Vigor Mortis, Arica Filmes, Procine, Fantoche Filmes, Debrito Produções e tem distribuição da Elo Company. Com estreia marcada para 23 de maio em 20 salas de 19 cidades do país, o filme é parte do Projeta às 7, parceria da distribuidora com a Cinemark, que abre uma nova janela para o cinema nacional no circuito comercial.
SINOPSE
O horror, o bizarro e o inexplicável se encontram nesta coletânea de oito histórias dirigidas por alguns dos mais promissores diretores de cinema de gênero do Brasil.
SINOPSE DOS CONTOS
Entre assassinos, bruxas, demônios, mutantes e, até mesmo, um homem invisível, conheça as histórias estranhas:
“Ninguém” – Dir: Rodrigo Brandão
Cercado de solidão, um andarilho vaga por entre ruas e construções abandonadas vasculhando escombros para sobreviver. Porém, o que mais teme é ser encontrado.
“A Mão” – Dir: Kapel Furman
Ninguém escapa da Mão.
“Mulher Ltda.” – Dir: Taísa Ennes
Dois funcionários de um necrotério resolvem testar uma droga miraculosa que promete acabar com seus problemas.
“No Trovão, Na Chuva Ou Na Tempestade” – Dir: Paulo Biscaia Filho
Um homem faz um pacto silencioso com três bruxas milenares, mas o preço a ser cobrado pode ser alto demais.
“Os Enamorados” – Dir: Claudio Ellovitch
Tarô, Magia do Caos e os arquétipos universais do Inconsciente Coletivo atuam sobre o palco conturbado da mente de um dramaturgo com problemas em seu relacionamento amoroso. As consequências serão sentidas no mundo físico.
“Invisível” – Dir: Filipe Ferreira
Um homem invisível conta a sua trajetória de vida e os motivos que o levaram a se afastar de sua família.
“Sete Minutos Para A Meia-Noite” – Dir: Ricardo Ghiorzi
Prestes a ter um filho, um casal aguarda ansioso por uma visita noturna.
“Apóstolos” – Dir: Marcos DeBrito
Um homem sem cabeça prepara com cuidado uma grande ceia em frente a uma câmera fotográfica. Para conseguir encenar o retrato tétrico que tem em mente, precisa conseguir a cabeça de Judas antes da chegada da lua cheia.

O longa estreia dia 23/05 em 20 salas de 19 cidades do país com preços especiais de 12 reais a interia pelo Projeta às 7, parceria da distribuidora Elo Company com a Cinemark, que abre uma nova janela para o cinema nacional no circuito comercial.
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| Santos de Todos os Gols | Crítica

Confira a crítica de Santos de Todos os Gols

O Santos Futebol Clube entra para a história do futebol por ser o time que marcou mais gols, o que fez com que o time paulista entrasse para o hall do esporte, além de encantar diversas gerações pelo seu futebol “pra frente”.

O filme faz parte de uma trilogia de longas do Santos. O primeiro deles é Santos, 100 Anos de Futebol Arte (2012) e o segundo Meninos da Vila – A Magia do Santos (2014). A diretora Lina Chamie que dirige o filme de 2012 em homenagem ao centenário do time praiano retorna para falar do grande momento do futebol, o gol.

Por focar em um elemento específico do jogo a história mostrada aqui é totalmente desconstruída e não linear. Onde ele começa pela época onde o melhor jogador do mundo Pelé é reconhecido pelo mundo e gols recentes como o da conquista da Libertadores.

Ex-jogador Léo em entrevista para o documentário
Foto: Divulgação/Canal Azul
Essa mudança na narrativa consegue prender o espectador na história e trazendo alguns elementos não usuais em um documentário. Há momentos que estamos visualizando o gol como uma transmissão comum, outras vezes na lateral do campo e  lances gravados da arquibancada. E essas mudanças trazem a vibração do gol para a telona.

Outro momento muito interessante do documentário é mostrar de como a carreira de diversos jogadores se misturam a história do Santos, principalmente na década de Pelé e Coutinho. Essa dissociação que está em nosso imaginário fica mais realista em Santos de Todos os Gols.

Por motivos óbvios, um torcedor santista vai adorar o filme por focar em diversas conquistas como o Brasileiro de 2002 e Libertadores de 2011. E saber tocar em épocas mais duras com muito bom humor como o jejum de conquistas. 

Carlos Alberto Torres (In memorian) em entrevista para o documentário
Foto: Divulgação / Canal Azul
Um amante do futebol e profissionais do ramo também devem dedicar tempo para este filme, pois o foco não é história e sim gols e depoimentos de jogadores que mostram suas decisões em momentos chave da partida.

E o fato de trazer diversos jogadores e ex-jogadores para falar contar suas histórias também mostra o bom trabalho de montagem, pois todas as histórias apresentadas agregam valor ao filme e ajudam na fluidez.

Então aproveita que o filme está no projeto “Projeta às Sete” que traz filmes nacionais em uma parceria entre Elo Company e Cinemark a preços promocionais e vá ver o recordista de gols na telona.  

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

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| A História de Um Sonho – Todas as Casas do Timão | Documentário sobre os lugares que o Corinthians já jogou ganha trailer

Documentário vai contar a trajetória do Corinthians até hoje, em todos os estádios que já jogou até ter a sua própria casa. Confira o trailer.

O Corinthians acaba de publicar em suas redes sociais o trailer oficial do filme “A História de Um Sonho – Todas as Casas do Timão”, que estreia dia 06 de junho pelo Projeta às 7, projeto da parceria da Elo Company com a Cinemark que abre uma nova janela para o cinema nacional no circuito comercial.


Dirigido por Marcela Coelho e Ricardo Aidar, o documentário vai contar a trajetória do Corinthians até hoje, em todos os estádios que já jogou até ter a sua própria casa, mostrando que a torcida corintiana transforma qualquer lugar em sua morada. 

“A História de Um Sonho – Todas as Casas do Timão” tem produção da LEP Filmes, coprodução da Canal Azul e distribuição da Elo Company.

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| Santos de Todos os Gols | Documentário ganha trailer

Documentário “Santos de Todos os Gols” relembra os mais de 12.500 gols marcados pelo time


O Santos Futebol Clube é o time que mais balançou as redes adversárias em toda a história do futebol mundial e seus mais de 12.500 gols são protagonistas no documentário “Santos de Todos os Gols”, da diretora Lina Chamie (Tônica Dominante (2001), A Via Láctea (2007) e Santos, 100 anos de futebol arte (2012)). O longa alterna imagens das mais diversas épocas do clube e mostra jogadas marcantes de nomes importantes do esporte, como Pelé, Pepe, Coutinho, Robinho e Neymar Jr.
Torcedores como Zeca Baleiro e José Miguel Wisnick, Mônica Waldvogel, entre outros, relembram a sensação de ver o placar favorável ao Alvinegro Praiano, e jogadores de diferentes gerações de craques alvinegros, como Carlos Alberto Torres, Edú, Serginho Chulapa, Giovanni, Ricardo Oliveira, contam suas experiências em campo e o que mais os marcou enquanto usavam a camisa do Santos. Falam inclusive dos gols não feitos, perdidos de formas inacreditáveis, que poderiam mudar o resultado de uma partida e de um campeonato. Confira o trailer abaixo.


Finais felizes, como o milésimo gol do Rei do Futebol, e não tão felizes, como a final perdida da Copa do Brasil de 2015 também estão registrados no longa. “Santos de Todos os Gols” é um filme que investiga a emoção e os significados do gol, e por isso aposta numa narrativa mais sensorial. Uma vez que as palavras não dão conta de descrever uma emoção, é preciso senti-la.
“Santos de Todos os Gols” é uma produção da Canal Azul e conta com a distribuição da Elo Company. Com estreia marcada para 18 de abril em 20 salas de 19 cidades do país, o filme é parte do Projeta às 7, parceria da distribuidora com a Cinemark, que abre uma nova janela para o cinema nacional.

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| Alaska | Crítica

Confira a crítica de Alaska


Anos após se separarem, Ana (Bella Carrijo) e Fernando (Rafael Sieg) decidem visitar mais uma vez a Chapada dos Veadeiros, que foi cenário de uma intensa história de amor entre os dois. A viagem é uma segunda chance para essa paixão. Mas o tempo passou e eles talvez não sejam mais os mesmos.

Ao observar este começo de história de Alaska, temos a sensação de mais uma comédia romântica banal que tudo dá certo no final e que o casal retorna ao relacionamento, mas o roteiro de Jarleo Barbosa e Pedro Novaes é perfeito pra desconstruir aquela história de amor que esperamos no cinema.

O filme fala de aprendizagem e crescimento, de como a vivência muda nossas perspectivas, principalmente em situações que fogem ao nosso controle, como a vida é dura e temos que tomar decisões difíceis.

Rafael Sieg (Fernando) e Bella Carrijo (Ana) em cena
Foto: Panaceia Filmes

O primeiro e segundo ato chega dar um pequeno lampejo que tudo dará certo, que o casal apresentado feito com simplicidade e dentro da realidade ficará junto, mas as decisões que Fernando são os pontos principais que farão com que não haja retorno pro casal, não que ele seja intransigente, mas ele tem que tomar decisões duras que afeta sua vida e principalmente a vida de Ana.

As ações do filme são justamente para mostrar como a vida nos transforma, seja por atos, ações do tempo ou resultados que fogem ao nosso controle, isso é o grande ensinamento da Alaska.

O visual do longa é impactante, pois ele sabe utilizar a Chapada dos Veadeiros como um ótimo cenário natural, mostrando diversas partes deles e as cidades que o circundam, isso faz com que o filme tenha um visual simples, mas ao mesmo tempo que enche os olhos, de quem conhece os locais ou pensa em visita-lo.

Alaska não é um filme cheio de efeitos, falas de ação e conceitos já esperados, por isso ele soa tão diferente dos filmes nacionais atuais, ele usa o bom cenário natural e traz uma história desconstruída fugindo do marasmo das comédias românticas que estão presentes no cinema e sempre tem uma exibição, por isso você deve ver Alaska ao invés dela.

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| Diários de Classe | Crítica

Confira a crítica de Diários de Classe


Diários de Classe acompanha o cotidiano de três mulheres – uma jovem trans, uma mãe encarcerada e uma empregada doméstica –, estudantes de centros de alfabetização para adultos em Salvador. Embora trilhem caminhos distintos, suas trajetórias coincidem nos preconceitos e injustiças sofridos cotidianamente. O documentário em estilo direto aposta no recorte espacial da sala de aula a fim de se aprofundar no dia a dia dessas personagens, revelando suas tentativas diárias de contornar o apagamento sistemático de suas existências.

E o documentário segue neste caminho o tempo todo, abordando a rotina escolar dessas mulheres e seus momentos particulares, por causa o documentário tem um início lento pra justamente deixar claro pro espectador cada personagem e criar elos de empatia, pois cada uma tem a sua dificuldade, a direção de Maria Carolina da Silva e Igor Souza vai as poucos deixando todas as situações claras.

Um dos pontos positivos é justamente abordar diversas temáticas sem momentos apelativos ou para chocar os espectadores, ele foca na realidade dura, mas com leveza e com dignidade, mostrando a situação de mulheres não atrizes e as deixando contar a história para a câmera.

Esse é o grande trabalho deste filme, deixar a câmera filmando o cotidiano e levar aos cinemas um corte preciso que mostra todos as nuances das personagens sem deixar pontas soltas ou situações explicadas. Além de conseguir misturas as três histórias, sem perder o ritmo.

Diários de Classe é um ótimo exemplo de como o Brasil pode lançar um ótimo produto sem se apoiar em estereótipos, fazendo o típico complexo de “coitadinho”, o documentário é pautado no real e carrega essa marca durante toda a exibição. O que faz a sua visita ao cinema imprescindível, por contar uma ótima história e tem uma montagem e edição perfeitas que servem como uma aula de termos técnicos.

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| Alaska | Filme ganha novo trailer

O longa nacional Alaska ganha novo trailer

Anos após se separarem, Ana e Fernando decidem visitar mais uma vez a Chapada dos Veadeiros, que foi cenário de uma intensa história de amor entre os dois. A viagem é uma segunda chance para essa paixão. Mas o tempo passou e eles talvez não sejam mais os mesmos. Confira o trailer abaixo.
“Alaska” entra em cartaz no dia 21 de março, com produção da Panaceia Filmes, co-produção Sertão Films, Mandra Filmes e Tá na Lata Filmes e distribuição Elo Company pelo Projeta às 7 – iniciativa da Cinemark em parceria com a Elo que oferece sessões de segunda à sexta-feira, às 19h, em 20 salas de Cinemark de 19 cidades e preços especiais de R$ 12 (inteira) e R$ 6 (meia).
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| Diários de Classe | Documentário ganha trailer

Documentário “Diários de Classe” discute a educação de mulheres invisibilizadas pelo sistema.

“Diários de Classe” acompanha o cotidiano de três mulheres – uma jovem trans, uma mãe encarcerada e uma empregada doméstica –, estudantes de centros de alfabetização para adultos em Salvador. Embora trilhem caminhos distintos, suas trajetórias coincidem nos preconceitos e injustiças sofridos cotidianamente. O documentário em estilo direto aposta no recorte espacial da sala de aula a fim de se aprofundar no dia a dia dessas personagens, revelando suas tentativas diárias de contornar o apagamento sistemático de suas existências.

Neste ponto, o filme levanta uma reflexão urgente diante das recentes Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação, uma vez que se prevê a realização de até 20% da carga horária do Ensino Médio na modalidade de Educação à Distância (EaD) e, no caso da Educação para Jovens e Adultos (EJA), essas escolas onde o filme se passa, se permite que até 80% do curso seja extra-presencial. Isto é, praticamente se extingue os encontros presenciais e provocadores também responsáveis pela formação crítico sobre a realidade que esses alunos das EJA’s estão inseridos. Confira o trailer abaixo.

O filme participou do 50º Festival de Brasília, 2º Mostra de Cinema Contemporâneo do Nordeste, 7º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba e é a segunda vez que os diretores trabalham junto em uma produção, sendo a primeira o curta de animação “Entroncamento” (2015).
 
Com produção da Lanterninha Produções e distribuição da Elo Company, “Diários de Classe” estreia dia 07 de março em 20 salas de 19 cidades do país pelo Projeta às 7, parceria da distribuidora com a Cinemark que abre uma nova janela para o cinema nacional.



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| A Mata Negra | Entrevista com o diretor Rodrigo Aragão

Confira a entrevista com o diretor Rodrigo Aragão de A Mata Negra



A sua filha Carol, já interpretou um zumbi, uma vampira e agora é uma bruxa. Falta algo pra ela interpretar ainda?

Rodrigo:Ela foi criada em sets de filmagens, ela sempre conviveu neste mundo, este personagem é um dos sobreviventes do Mar Negro (Filme de 2013, do mesmo diretor e produtora), agora você terá a oportunidade de ver a personagem crescer, afinal ela era uma criança na história anterior, e agora ela é uma mulher, e eu sempre quis fazer um filme de bruxaria. Eu acho muito importantes fazer filmes diferentes, nenhum filme meu é parecido com o anterior, já fiz filme de zumbi e de monstros.
A Mata Negra é um filme mais sério com a narrativa tradicional, e de você pegar uma personagem que você já conhece e tem uma intimidade com ele, o público torcia por ele, pois ele termina vivo, ele termina solitário e estou contando mais um capítulo dessa pobre moça.

Ao assistir os bastidores do filme, você sempre comenta que falta algo em seus filmes, faltava um elemento ou uma informação, com A Mata Negra você conseguiu resolver isso? Ou ainda não?

Rodrigo:Não, sempre vai faltar, sempre estamos tentando fazer coisas diferentes e maiores. A Mata Negra foi um filme delicioso para fazer, foi o nosso primeiro filme com uma estrutura mais profissional, filmamos com equipamentos melhores, mas ao mesmo tempo foi um filme muito difícil, foram 8 semanas no meio do mato, tivemos que pensar um jeito de iluminar uma floresta, que é muito difícil, tivemos problemas com chuvas, animais e insetos. Foi um filme extremamente desafiador.


Então a locação foi o principal problema de gravação deste filme?
Rodrigo:Foi o principal desafio deste filme, cada filme tem uma “brincadeira diferente”, por exemplo, Cemitério das Almas Perdidas, meu próximo filme, que já gravei, estamos na etapa de montagem, foi um filme todo controlado, com luz e ambiente controlado, já Mata Negra estava na “Mão de Deus”, porque filmar no mato à noite não é fácil.


Você pretende fazer filmes fora do terror, temos como exemplo, o Eli Roth, diretor de O Albergue (2006), que fez O Mistériodo Relógio na Parede (2018), porque ele queria fazer algo fora do gênero. Você pretende ir fazer o mesmo? Dirigir filmes fora do terror?
Rodrigo:Eu faria, se eu recebesse um convite de fora, um projeto de fora, eu faria sim. No momento eu continuo com essa saga, eu tenho três projetos escritos, que eu ainda estou no gênero terror, mas se eu tiver um tipo de convite ou parceria eu faria sim, o terror é um gênero muito divertido para se fazer, o segundo gênero que eu faria seria o infantil, porque sempre achei legal extrapolar a realidade, eu gosto de fantasia e filmes dessa forma.


Qual o impacto que você espera com o A Mata Negra? O que você espera que as pessoas saiam do filme falando entre elas?

Rodrigo:Primeiramente, a parceria Elo Company e Cinemark com o projeto “Projeta à Sete” (Projeto que exibe filmes nacionais a preços promocionais), o grande problema do cinema brasileiro é a distribuição. A Mata Negra é um filme de terror, com fantasia, com heroísmo, com monstros, com todas essas coisas que sempre amei no cinema brasileiro. Esse é o grande diferencial, eu cresci apaixonado por este tipo de filme; E estes filmes sempre foram ingleses, americanos ou de outro país, de escolas diferentes, de momentos diferentes, então você ver um filme brasileiro nessa linha, com a cara do nosso povo. Esse é o impacto que quero, que essas pessoas saiam do filme pensando que viram uma fábula, sinistra brasileira.
Finalizamos aqui a entrevista com Rodrigo Aragão, diretor de A Mata Negra, agradecemos novamente ao diretor pela entrevista e o convite feito pela Elo Company (Distribuidora) para assistir o filme e conversar com o diretor.

Confira a crítica de A Mata Negra: | A Mata Negra | Crítica
Foto: Rodrigo Aragão e Bruno Simioni Cunha pós entrevista

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| A Mata Negra | Crítica

Confira a crítica de A Mata Negra



Rodrigo Aragão têm se tornado uma referência no terror nacional, primeiro por trazer filmes densos com um bom roteiro e segundo por conseguir trazer a atmosfera necessária para um filme deste gênero, levando o espectador pra dentro do filme, evocando nele todos os sentimentos que se espera em um filme de terror.

A Mata Negra conta a história de Clara (Carol Aragão) que tem sua vida mudada ao encontrar o livro perdido de Cipriano, cuja magia sombria, dá poder e riqueza a seu portador, porém liberta em troca uma grande maldição sobre a terra.


Foto: Carol Aragão (Clara) em cena


O primeiro ato do filme serve justamente pra isso, mostrar como Clara adquiri o livro e inicialmente não percebe suas implicações e a como a vida dela muda quando ela começa a utilizar o livro e que seus atos com ele geram consequências, que vamos sabendo conforme o filme ganha ritmo.

As locações de A Mata Negra dão o filme o aspecto necessário pra ajudar a estabelecer o tom necessário e facilitar diversos entendimentos ao espectador, o que parece ter sido o grande desafio do filme em filmar nestas locações e realiza-lo quase em sua totalidade nestes locais trazem um resultado interessante ao longa.

O roteiro tem algumas saídas simples, algumas devido a simplicidade dos personagens apresentados, estamos falando de uma pequena comunidade imersa em uma floresta, com costumes e vida simples, então isso não gera grandes diálogos, mas dão a história o ritmo necessário pra o foco seja nas cenas de terror e até mesmo suspense.

As atuações são bem distintas nesse filme, porque temos aqui personagens também distintos, o que reflete em ações diferentes, Carol traz a Clara toda a simplicidade necessária e se entrega nas cenas intensas do filme, Jackson Antunes traz ao seu personagem o líder religioso Francisco das Graças, todas as nuances necessárias para um personagem com aquela dupla personalidade que um personagem deste tipo pede, e como Jackson sabe fazer este tipo de personagem com maestria, o Francisco é dos pontos altos do filme.


Foto: Jackson Antunes e Mayra Alarcón em cena

Uma das características da direção de Rodrigo é que ele se envolve na produção, nos efeitos e montagem de cenários, essa capacidade de ser multitarefa traz o filme muita proximidade, temos diversos takes com a câmera bem próxima dos rostos dos atores pra capturar o máximo de emoção e ajudar o espectador a sentir medo, então você está seguro pensando que nada que ocorre na tela é real, até ver a rosto de medo feito pelo casal protagonizado por Francisco Gaspar (José) e Maria (Clarissa Pinheiro).


A maquiagem também merece seu destaque, um dos personagens, que leva 5 horas para realizar toda a sua montagem, é com certeza um dos grandes momentos do filme, Leonardo Magalhães se entrega ao personagem e dá o tom necessário pra história inteira, aquele típico personagem de filme de terror que entra em cena, você já sabe que tudo irá terminar mal pra alguém.


Foto: O demônio Nefastus (Leonardo Magalhães) e diretor Rodrigo Aragão

A Mata Negra tem uma história simples, mas muito bem feita e executada, traz todos os elementos de terror esperados e conta uma ótima história e te deixará com vontade de dormir com a luz acesa, por isso aproveita que o filme está no projeto do Cinemark para filmes nacionais, o projeto “Projeta às Sete”, que traz filmes nacionais a preços promocionais em sessões especiais e únicas. Vá ver, mas se respire fundo antes de começar a exibição.