Confira a entrevista com o diretor Rodrigo Aragão de A Mata Negra
A sua filha Carol, já interpretou um zumbi, uma vampira e agora é uma bruxa. Falta algo pra ela interpretar ainda?
Rodrigo:Ela foi criada em sets de filmagens, ela sempre conviveu neste mundo, este personagem é um dos sobreviventes do Mar Negro (Filme de 2013, do mesmo diretor e produtora), agora você terá a oportunidade de ver a personagem crescer, afinal ela era uma criança na história anterior, e agora ela é uma mulher, e eu sempre quis fazer um filme de bruxaria. Eu acho muito importantes fazer filmes diferentes, nenhum filme meu é parecido com o anterior, já fiz filme de zumbi e de monstros.
A Mata Negra é um filme mais sério com a narrativa tradicional, e de você pegar uma personagem que você já conhece e tem uma intimidade com ele, o público torcia por ele, pois ele termina vivo, ele termina solitário e estou contando mais um capítulo dessa pobre moça.
Ao assistir os bastidores do filme, você sempre comenta que falta algo em seus filmes, faltava um elemento ou uma informação, com A Mata Negra você conseguiu resolver isso? Ou ainda não?
Rodrigo:Não, sempre vai faltar, sempre estamos tentando fazer coisas diferentes e maiores. A Mata Negra foi um filme delicioso para fazer, foi o nosso primeiro filme com uma estrutura mais profissional, filmamos com equipamentos melhores, mas ao mesmo tempo foi um filme muito difícil, foram 8 semanas no meio do mato, tivemos que pensar um jeito de iluminar uma floresta, que é muito difícil, tivemos problemas com chuvas, animais e insetos. Foi um filme extremamente desafiador.
Então a locação foi o principal problema de gravação deste filme?
Rodrigo:Foi o principal desafio deste filme, cada filme tem uma “brincadeira diferente”, por exemplo, Cemitério das Almas Perdidas, meu próximo filme, que já gravei, estamos na etapa de montagem, foi um filme todo controlado, com luz e ambiente controlado, já Mata Negra estava na “Mão de Deus”, porque filmar no mato à noite não é fácil.
Você pretende fazer filmes fora do terror, temos como exemplo, o Eli Roth, diretor de O Albergue (2006), que fez O Mistériodo Relógio na Parede (2018), porque ele queria fazer algo fora do gênero. Você pretende ir fazer o mesmo? Dirigir filmes fora do terror?
Rodrigo:Eu faria, se eu recebesse um convite de fora, um projeto de fora, eu faria sim. No momento eu continuo com essa saga, eu tenho três projetos escritos, que eu ainda estou no gênero terror, mas se eu tiver um tipo de convite ou parceria eu faria sim, o terror é um gênero muito divertido para se fazer, o segundo gênero que eu faria seria o infantil, porque sempre achei legal extrapolar a realidade, eu gosto de fantasia e filmes dessa forma.
Qual o impacto que você espera com o A Mata Negra? O que você espera que as pessoas saiam do filme falando entre elas?
Rodrigo:Primeiramente, a parceria Elo Company e Cinemark com o projeto “Projeta à Sete” (Projeto que exibe filmes nacionais a preços promocionais), o grande problema do cinema brasileiro é a distribuição. A Mata Negra é um filme de terror, com fantasia, com heroísmo, com monstros, com todas essas coisas que sempre amei no cinema brasileiro. Esse é o grande diferencial, eu cresci apaixonado por este tipo de filme; E estes filmes sempre foram ingleses, americanos ou de outro país, de escolas diferentes, de momentos diferentes, então você ver um filme brasileiro nessa linha, com a cara do nosso povo. Esse é o impacto que quero, que essas pessoas saiam do filme pensando que viram uma fábula, sinistra brasileira.
Finalizamos aqui a entrevista com Rodrigo Aragão, diretor de A Mata Negra, agradecemos novamente ao diretor pela entrevista e o convite feito pela Elo Company (Distribuidora) para assistir o filme e conversar com o diretor.
Confira a crítica de A Mata Negra: | A Mata Negra | Crítica
Foto: Rodrigo Aragão e Bruno Simioni Cunha pós entrevista


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