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| Sai de Baixo: O Filme | Crítica

Confira a crítica de Sai de Baixo: O Filme

A comédia brasileira Sai de Baixo, foi um fenômeno na tv brasileira nos anos 90 e começo dos anos 2000, seja por reunir um elenco com Miguel Falabella (Caco Antibes), Marisa Orth (Magda) e Tom Cavalcante (Ribamar) e diversos outros atores e atrizes, Seus textos que contavam com diversos improvisos do elenco, se tornando um marco na tv brasileira no domingo à noite.
O sitcom criado por Daniel Filho e Luis Gustavo, que também faz o personagem Vavá, eram histórias de uma família tranqueira, cheia de problemas e com personagens distintos que encantaram todos e faziam todos pararem em frente a tv.
E de uma forma quase de surpresa, a Imagem Filme traz a família do Arouche para uma versão fora do apartamento para mostrar que essa família continua relevante para o cenário da comédia brasileira.
O filme é uma celebração a essa época, trazendo os personagens para as telonas dessa vez, e como é bom vê-los depois de tanto tempo e como os atores e atrizes continuam encantando com personagens tão icônicos e conhecidos pelo público.
Elenco em cena
Foto: Imagem Filmes – Divulgação
O filme começa explicando onde está a família depois de tantos anos, temos Cassandra (Balabanian), Magda (Orth) e Caquinho (Rafael Canedo) morando de favor no quarto de empregado que Ribamar (Tom Cavalcante), o porteiro do prédio onde a família teve o tão conhecido apartamento, que agora está à venda por ter sido hipotecado por Caco (Falabella), que está preso há dois anos e Ribamar ainda divide o apartamento com Cibalena (Cacau Protássio) e Dona Jaula (Cavalcante novamente).
E com um golpe de Caquinho que ajuda a introduzir a personagem Angelina (Lúcio Mauro Filho) e o juíz Nicolau (Castrinho) onde eles podem ganhar dinheiro em uma falsa excursão ao Pantanal pela Vavatur.
O incrível timing entre os atores de Sai de Baixo não diminui  ao longo dos anos, na primeira cena em que boa parte do elenco está presente, parece que voltamos ao apartamento e vamos acompanhar uma nova aventura deles.
Uma das marcas da série era a capacidade dos atores em cenas improvisarem e voltar ao texto como se nada tivesse acontecido, no filme essa marca registrada continua e diverte todas as vezes que acontece, a diretora Cris D’ Amato (S.O.S Mulheres ao Mar) traz tudo que se espera de um filme deste calibre. Inclusive algumas cenas você consegue perceber parte do elenco ‘rindo’ com o improviso.
Elenco em cena
Foto: Imagem Filmes – Divulgação
O divertido é também perceber que as adições de elenco feitas para este longa entram na onda e divertem da mesma forma que o elenco original, até mesmo nas marcas registradas da sitcom, Lúcio Mauro Filho, Cacau Protássio e Katiscia Canoro (Sunday) são impecáveis e suas cenas e são ótimas adições ao elenco.
Falabella escreve o roteiro do filme e adapta muito bem os novos tipos de humor que ocorreram pós Sai de Baixo, mas as piadas com a Cascacu, cabeção e diversos trocadilhos retirados diretamente dos anos 90 funcionam e divertem.
 Sai de Baixo: O Filme consegue um ótimo feito, ao trazer os fãs do seriado aos cinemas e ao mesmo tempo pode agradar novos fãs e começar a construir um franquia, dessa vez nos cinemas.
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| Belchior | Cantor ganhará documentário

Belchior ganhará documentário exclusivo no Curta!

A história do ‘rapaz latino-americano’ Belchior, artista cearense que morreu em 2017, aos 70 anos, com mais de 40 anos de carreira, será contada em “Belchior – Amar e mudar as coisas”, telefilme que acaba de ser aprovado pela Ancine para ser produzido pela Clariô Filmes, com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e estreia exclusiva no canal Curta!. 
O telefilme leva no título um dos versos mais famosos do artista, originário da canção “Alucinação” (1976), e indica o caminho da produção: costurar histórias através de algumas obras icônicas de Belchior, tecendo uma narrativa poética. “Belchior – Amar e mudar as coisas” terá direção de Natália Dias e codireção de Camilo Cavalcanti, que também assinam o argumento original do documentário. 
Paulo Henrique Fontenelle —diretor e roteirista dos aclamados documentários sobre artistas da música brasileira “Cássia Eller” (2014) e “Loki, Arnaldo Baptista” (2008) — irá assinar roteiro e montagem.
“Belchior – Amar e mudar as coisas” contará com uma seleção de imagens de arquivo e depoimentos de diferentes momentos da carreira do artista responsável por compor “Como Nossos Pais”, “Mucuripe”, “A palo seco” e “Apenas um rapaz latino-americano”, entre tantos sucessos. Elba Ramalho, Erasmo Carlos, Fafá de Belém, André Midani, Zeca Baleiro, Hermeto Paschoal, Toquinho, Gilberto Gil, Ney Matogrosso, Fagner, entre outros parceiros e amigos de Belchior, serão procurados pela produção do filme para dar entrevistas.

Uma data de estreia não foi definida pelo Curta!

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| Eu Sou Mais Eu | Crítica

Confira a crítica de Eu Sou Mais Eu


Depois de É Fada (2016) acompanhamos o novo filme de Kéfera Buchmann que dessa vez traz a personagem Camila Mendes que é uma popstar consagrada, mas com diversos problemas de comportamento, maus-tratos com fãs e pessoas próximas a ela, porém ao encontrar sua fã N°1 (Estrela Straus) há uma jornada pessoal de Camila, ou melhor, uma jornada a 2004.

Quando isso ocorre, pensamos que será aquela jornada ao passado para ensinar auto aceitação, mudança de comportamento, retorno as origens, ou seja, nada que já não tenhamos visto no cinema, mas temos sorte aqui.

João Cortes como Cabeça
Foto: Divulgação  – Imagem Filmes

O diretor Pedro Amorim (O Divórcio) e o roteiro de Angélica Lopes (Até que a Sorte nos Separe) e L. G.Bayão (O Doutrinador) usa bem o bom elenco de apoio como João Cortes (Cabeça) e Giovanna Lancelotti (Drica) para traz uma história divertida e bem construída saindo da mesmice que se espera de um filme com essa história.

O longa trabalha conceitos como auto aceitação, bullying nas escolas, a vida difícil de adolescente, que devido a mistura de sentimentos e falta de bagagem emocional fica perdido em situações do cotidiano.

Diversas situações são exageradas para facilitar o entendimento e não deixar dúvidas para o espectador quanto a sentimentos dos personagens, estes exageros dão sentido a narrativa e ajudam a construir a história.

Kéfera Buchmann como Camila Mendes
Foto: Divulgação – Imagem Filmes

Kéfera que carrega todo o filme, seja por material de divulgação ou por sua história na internet com o seu canal que tem milhões de seguidores, tem uma atuação muito próxima do seu filme anterior, mostrando que a comédia pode ser seu gênero de atuação, mas pela primeira vemos pequenos lampejos de atuação em outros gêneros como drama.

Eu Sou Mais Eu é o típico filme atual do cinema brasileiro, comédia como ponto forte sem uma história que não foge muito do cotidiano, mas como já dito a visita aos cinemas se faz obrigatória pela ótima direção e roteiro, que consegue trazer alguma inovação a uma história conhecida e já imaginada por diversos filmes.

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| Minha Vida em Marte | Crítica

Confira a crítica de Minha Vida em Marte

Mônica Martelli é uma atriz que conseguiu transpor sua peça “Os Homens São de Marte… e É pra Lá que Eu Vou” para o cinema de uma forma fora do esperado, pois trouxe o que a peça tinha de melhor e fez um ótimo filme, o mesmo aconteceu com Paulo Gustavo e sua “Minha Mãe É Uma Peça” que inclusive já rendeu dois ótimos filmes, em Minha Vida de Marte, Mônica traz novamente sua peça homônima aos cinemas dessa vez acompanhada de Paulo.
Minha Vida Em Marte, começa trazendo uma realidade comum nos lares brasileiros, Fernanda (Mônica) tem seu casamento com Tom (Marcos Palmeira) em crise ou desgastado pelo tempo e ela tem no seu companheiro de trabalho Aníbal (Paulo) seu porto seguro para discutir seus problemas e buscar soluções.
Um primeiro ato que prometia ser essa busca de reconquista do seu amor perdido, dela buscar esse amor é atropelado por um roteiro que quer dar ritmo a história rápido demais, então ela acaba desistindo de uma forma estranha e se entende estes motivos na continuidade do filme.
Foto: Paulo Gustavo e Mônica Martelli em cena
Divulgação – Downtown Filmes
Ele traz a atmosfera do primeiro filme, onde a personagem busca o amor de diversas formas e em homens distintos da mesma forma do primeiro, a nossa sorte é que são criadas situações e momentos diferentes, todos cômicos, que diferem do longa anterior o que é ótimo, essas situações são o ponto positivo de Minha Vida em Marte, mostrando a boa química entre os protagonistas.
Essas situações são diferentes, porém não se percebe uma evolução da personagem, como se ela fosse a mesma mulher do primeiro filme e nada mudou em sua vida, todos os momentos, como já dito são cômicos e bem feitos, mas poderiam aproveitas a boa atriz que tinham em mãos e criar novas situações a fim de mostrar evolução.
A sorte do espectador é que temos boas cenas de comédia, por que se pensarmos em uma boa história e roteiro, não temos aqui um bom exemplo disto tudo, este filme é o típico exemplo do tipo de comédia nacional lançada nos últimos anos, diverte, mas carece em ter uma boa história, como se fazer o espectador rir fosse o único objetivo.
Foto: Paulo Gustavo e Mônica Martelli em cena 
Divulgação – Downtown Filmes
Minha Vida em Marte vale a visita ao cinema justamente pela química entre Mônica e Paulo, eles divertem quando estão juntos, é essa química que salva o longa de ser descartado ou esquecido.
O filme parecia ter uma boa proposta em mostrar que ter uma boa amizade pode sim, ser maior que um grande amor, pena que ele falha em alguns pontos, deixando o filme muitas vezes desconexo e confuso, mas pelo menos damos diversas risadas e saímos da sessão aliviados.

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| Uma Viagem Inesperada | Filme estará na mostra internacional de cinema de São Paulo

 Uma Viagem Inesperada, de Juan José Jusid, será exibido na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

Rodada entre Rio de Janeiro, Buenos Aires e Bolívar, a coprodução entre Brasil e Argentina “UMA VIAGEM INESPERADA”, de Juan José Jusid, será exibido na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Protagonizada por Pablo Rago e com participação especial de Débora Nascimento, a trama analisa uma família particular, mas que é o reflexo da realidade de muitas famílias de qualquer parte do mundo.

Dentro dessa história está Pablo (Pablo Rago), de “O Segredo dos Seus Olhos” e “A História Oficial”, um engenheiro argentino que trabalha em uma empresa de petróleo no Rio de Janeiro e é responsável pela construção de uma nova plataforma petroleira, trabalho que o afasta da convivência familiar. Devido aos problemas com seu filho na Argentina, ele precisa voltar para o seu país natal e seguir uma viagem de reencontro com o garoto. Essa viagem, que dá título ao longa-metragem, termina no Brasil.

Em meio ao aumento das relações disfuncionais, das relações líquidas e passageiras, o longa buscará explorar o que acontece quando um adolescente ultrapassa os limites, provocando um choque em seu entorno e uma inevitável indisposição com seus pais.

Deixando de lado julgamentos superficiais, o filme visa simplesmente resgatar, de alguma forma, esses vínculos familiares, precisamente a partir de suas fragilidades aparentes. Juan José Jusid é um dos diretores de maior êxito comercial na Argentina, pois representa um “selo de qualidade” com reconhecimento internacional. Assim como em outros filmes realizados pelo diretor, como Bajo Bandera, Asesinato en el Senado de la Nación e Apaixonados, a gestão da emoção é um forte componente da história de “UMA VIAGEM INESPERADA”. 

No papel de Lucy, namorada de Pablo, a atriz Débora Nascimento ressalta o prazer de participar do longa. “Rodar o filme foi uma experiência incrível e muito enriquecedora. Apesar de sermos países tão próximos, Brasil e Argentina têm modos muito diferentes de trabalhar o seu cinema; e o mais legal foi ver que apesar de falarmos idiomas diferentes, a arte consegue quebrar essa barreira e imprimir nossa entrega nas telas. ‘Viaje’ me proporcionou aprender muito. Nas preparações, o diretor Juan Jose Jusid trabalhou muito em cima da nossa espontaneidade e dos nossos sentimentos, não tivemos um laboratório, foi tudo muito instintivo e real, e o Pablo (Rago) foi muito generoso dividindo tudo isso comigo. Além disso, eu pude praticar todo o meu bom ‘portunhol’ (risos), e talvez o melhor de tudo foi poder representar o nosso Brasil e toda nossa brasilidade de uma forma super respeitosa e real”, comemorou. Débora ganhou fama na Argentina depois que a novela Avenida Brasil fez muito sucesso na terra dos hermanos.


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| Legalize Já – A Amizade Nunca Morre | Crítica

Confira a crítica de Legalize Já – A Amizade Nunca Morre

O Planet Hemp completa 25 anos de carreira e diversas comemorações tem sido feitas, como a biografia de Marcelo D2, um disco com músicas de inéditas que será lançado no final do ano, além de uma turnê comemorativa. Um destes produtos é o filme Legalize Já – Amizade Nunca Morre onde iremos verificar o nascimento da banda que surgiu na década de 90 e conquistou o Brasil com suas letras politizadas e shows energéticos.

O filme desde a primeira cena não é focado na banda, e sim na amizade de duas pessoas que percebem que juntos podem realizar algo maior, temos aqui Marcelo (Renato Góes) e Skunk (Ícaro Silva) que a partir de um encontro inusitado surge uma parceria que rende muitos frutos, não só o Planet Hemp e seu disco de estreia Usuário lançado em 1995.

O longa foca na construção destes personagens e usa a música de pano de fundo, o muda a atmosfera o tempo todo, o que é incrível, mostra a construção da banda e a amizade entre D2 e Skunk, os diretores Johnny Araújo (Chocante) e Gustavo Bonafé (O Doutrinador) trabalham diversos pontos e todos são bem abordados e explicados, ter diversas subtramas e trabalhar bem todas é um desafio que Legalize Já realiza perfeitamente.

A fotografia do longa também é elogiável, ao utilizar uma paleta de cores específica em diversos momentos do filme, dá mais peso a cenas que mostram a realidade dura e difícil dos personagens além de facilitar o entendimento do espectador.

Ao focar nos personagens reais da trama e não na banda, parecia inicialmente um erro, afinal o marketing do longa é sobre a criação da banda, mas Legalize Já traz uma história real com o drama acertado, o que prende o espectador na história e o fato do Planet aparecer apenas nos atos finais é uma coroação de um grande filme.

Os atores fazem um grande trabalho neste longa, Renato Góes que faz Marcelo D2 faz diversos trejeitos do cantor, além de cantar em tons muitos parecido (Pra não dizer idênticos) do cantor e ele se soltando conforme o filme conta a sua história é ótimo, ele começa com diversos problemas de cantar e se apresentar e termina como o D2 que conhecemos, cantando forte e com grande presença de palco.

Skunk de Ícaro Silva é sonhador da dupla que o tempo todo mostra o quão bom são as letras de Marcelo e como ele pode sim ser uma referência musical, ele cria o sonho e o alimenta em diversas cenas não deixando que ninguém desista no processo e Marina Provenzzano (O Grande Circo Místico) traz um mistura das mulheres de D2 e ao mesmo tempo engrandece a trama ao adicionar a família como uma das subtramas.

O filme se leva a sério e traz uma história de amizade perfeita pra telona e como é incrível ver um filme nacional que sai da onda das comédias nacionais e traz uma história real e crível de uma forma que impacta o público e mostra por que o Planet Hemp é uma das grandes bandas nacionais.