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| Serial Kelly | Crítica

Longa compensa suas excentricidades com intimidade, aliado a potência de Gaby Amarantos. Confira a crítica completa.

O universo dos serial killers é comum nos cinemas e nas séries, mas temos alguns padrões que são comuns neste tipo de narrativas, principalmente a investigação que sempre está um ‘pé atrás’ do criminoso. O novo filme de Renê Guerra (Curral) aproveita a oportunidade de termos uma assassina mulher e toda a força que Gaby Amarantos pode trazer a um papel como esse, mas ele acaba mantendo algumas normas, mesmo com uma trama excêntrica.

O filme conta a história de Kelly (Amarantos), uma cantora de forró eletrônico, também vai deixando um rastro de mortes pelo caminho. Em seu trajeto de consumo compulsivo e violência, ela atravessa um nordeste novo, espiral de um desenvolvimento também apocalíptico. Quando passa a ser investigada por assassinatos, sua turnê também se transforma em uma estratégia de fuga. E de estrela ascendente ela se torna uma heroína marginal, a temida e procurada Serial Kelly, a primeira serial killer mulher do Brasil.

O roteiro pode até se inspirar em elementos do gênero, mas introduz características brasileiras, seja nos personagens e nas músicas e trilhas escolhidas. Mesmo com os excessos, temos um filme colorido que entretém e que sabe contar sua história sem grandes desvios.

Gaby mostra sua potência e incorpora os elementos deste tipo de pessoa, ela traz as camadas necessárias, principalmente as mudanças de feições e humor que este tipo de personagem precisa, além de entregar bons números musicais quando necessário. E manter tudo isso, com ela sendo perseguida e precisando mudar foi um grande acerto.

Os personagens secundários e o núcleo policial é composto por excessos de elementos caricatos, mantendo os excessos a cada nova cena e ato. É uma saída interessante para história e pela forma linear, mas falta balanceamento em cenas chave, já que o longa não busca novas soluções para a serial killer.

Estes problemas são compensados pelo protagonismo de Amarantos, que preenche a cena, e tem uma química com seus parceiros, principalmente Tempero (Igor de Araújo) para os melhores momentos da trama, e como sempre temos personalidades diferentes no plano, funciona bem nos primeiros atos e vai perdendo a força aos poucos. 

Mesmo com o fato de termos uma serial killer mulher e formas brasileiras de se contar essa história, se imagina formas diferentes de contar a trama, mas se tirarmos a excentricidade dos personagens e a brasilidade, temos um forma comum de vermos um assassino em série nos cinemas. Mesmo com todos os percalços, Serial Kelly propõe uma história apoiada em sua protagonista, e mostrou alguns pontos de criatividade, poderia apenas ter aproveitado para mudar a estrutura dos longas de serial killers.

Nota: 2/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

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