Cinema, Crítica de Filme

| Uma Pitada de Sorte | Crítica

Uma Pitada de Sorte diverte, mas chama a atenção por trazer uma história falando sobre escolhas adultas e seguir seus sonhos. Confira a crítica completa.

Crédito: Fabio Bouzas

Pérola (Fabiana Karla) trabalha à noite como cozinheira num restaurante que não valoriza seu talento e ainda encara uma jornada dupla de tirar o fôlego. Para não decepcionar a mãe, Gina (Jandira Martini), que tem uma empresa de festas infantis, ela topa se vestir a caráter para fazer o papel de animadora dos eventos. Até que um dia sua sorte parece que vai mudar, quando ela é selecionada para participar de um programa de televisão, como assistente de Diego, um renomado (e sedutor) chef de cuisine, interpretado pelo ator argentino Ivan Espeche.

Ao primeiro olhar, temos mais uma comédia com Fabiana Karla, com ela protagonizando e trazendo as principais piadas da trama, mas o roteiro de Regiana Antonini (Macabro) e Álvaro Campos (Tá Rindo de Quê?) usam o basal do gênero, para outros conceitos, como as escolhas da vida adulta que a protagonista precisa fazer em momentos da história, claro que algumas possuem um pouco de loucura, mas boa parte possuem bastante realidade.

O longa também aborda a capacidade do brasileiro em se dividir em mais empregos para manter a vida organizada. Mesmo com o escalonamento da protagonista, e alguns momentos exagerados durante a parte televisiva, digamos assim, Pérola é apenas uma mãe, querendo o melhor para sua família, entendo suas responsabilidades.  

Estes contextos tiram aqueles exageros que tanto gostamos de Fabiana Karla, não que ela não esteja bem no filme, mas não temos aqui um filme apostando em algo tão corporal e cheio de frases de efeitos. A aposta fica na atmosfera leve, e sequência linear que segue sem grandes viradas.

Crédito: Fabio Bouzas

Isso é o que acaba minando o longa, já que ele tem uma base forte e história que agradam, ele não tenta em nenhum momento surpreender o espectador ou tentar mostrar que a narrativa pode ir a outro caminho, afinal Pérola tem um sonho acima de tudo, e quando houver uma oportunidade ela vai buscá-lo. 

O interesse amoroso com Mouhamed Harfouch também passa pelo mesmo percalço, seguindo o roteiro de uma comédia romântica onde o amor entre os dois, apenas se concretiza nos momentos finais, ao menos temos alguns momentos divertidos quando a idolatria dele com a franquia Velozes e Furiosos.

O reconhecimento na jornada de Pérola, é o único momento em que nós realmente nos conectamos ao filme, por justamente saber abordar elementos de uma vida difícil e sonhos a serem realizados, onde lembramos que a vida de adulto, é legal claro, mas nos indica que temos que tomar decisões em alguns momentos, e algumas delas não são fáceis, principalmente se envolver família.  

Os personagens secundários são colocados para criar esse dilema, como as pessoas que nos querem ver crescer, as que não percebem o potencial e principalmente, as que não conseguem lidar com o sucesso que você adquire ao mostrar o seu verdadeiro potencial.


Uma Pitada de Sorte diverte sim, mas acaba chamando atenção por trazer uma vida real, sem tantos floreios. E mesmo com uma atmosfera que não necessita de tantas piadas e trocadilhos, Fabiana Karla se sai muito bem.

Nota: 3/5

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