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| Aquilo Que Eu Nunca Perdi | Crítica

A montagem de Aquilo Que Eu Nunca Perdi usa uma boa montagem para falar do presente e passado de Alzira E, focando nas suas músicas e composições e pouco na vida pessoal. Confira a crítica completa.

Completando 45 anos de carreira, Alzira E é referência na cena musical independente de São Paulo. A cantora, compositora e instrumentista sul-matogrossense atravessa e transfigura gerações na música contemporânea brasileira. O filme reúne memórias, imagens e arte e contempla, por meio do cinema, a trajetória de experimentação musical de Alzira com parceiros como Ney Matogrosso, Arrigo Barnabé, Almir Sater, Alice Ruiz e Itamar Assumpção.

A direção, fotografia e montagem de Marina Thomé impressiona, principalmente pela montagem final. Ela usa a biografada no presente, em atividades voltadas à produção musical, nada daquele momento clássico de documentário, onde o biografado fica em uma cadeira olhando para câmera e vai contando as histórias. 

Isso dá uma leveza ao filme de uma forma não esperada, e tudo ocorre de uma forma orgânica e simplista, e principalmente focando na parte musical e compositora de Alzira, pouquíssimo da vida pessoal é abordada.

Esse passeio ao passado da compositora é intenso, temos muitos momentos mostrados na obra e eles vão acontecendo a partir de uma citação da cantora ou de um momento no cotidiano. Quase como uma aula de história.

E os amigos importantes feitos na jornada, ganham uma importância musical também, o que chama a atenção é como eles são colocados na trama. Como o filme tem uma estrutura, eles aparecem em momentos não esperados, uma grata surpresa.

As mais emblemáticas acabam sendo a Arrigo Barnabé, para explorar o lado compositora e as diversas canções que eles dividiram ao longo da amizade e Ney Matogrosso, para abordar essa capacidade de agregar e ser reconhecida pela trajetória. 

O como percebemos que há um pouco de intimidade entre diretora e biografada, podemos perceber os detalhes de como é seu processo criativo e como ela é nos bastidores para um show.

E as apresentações que assistimos mantém a mesma estrutura de planos, com ela sendo mostrada, mas sem seguir um tipo de enquadramento.  Só que eles nos shows, trazem um aspecto psicodélico importante .

Podemos ver pouco da família de Alzira, como os filhos, mas a relação de seus irmãos com a música é um importante na narrativa, sendo inclusive o mais didático do longa, com as informações históricas e como eles construíram as carreiras. 

Aquilo Que Eu Nunca Perdi sabe brincar com o gênero cinematográfico de documentário, mas mantém a narrativa no controle o tempo todo e ainda surpreende o espectador com participações dos amigos em momentos não esperados, e para quem não a conhece ou quer mais detalhes da sua carreira, é o longa certo. 

Nota: 3/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

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