Cinema, Crítica de Filme

| 1999: A Conquista da América | Crítica

Além do título da Libertadores de 99, 1999: A Conquista da América mostra o processo de construção de um time campeão e competitivo. Confira a crítica completa.

O Palmeiras hoje possui três títulos de Libertadores, uma obsessão para times sul americanos, mas sempre haverá espaço no coração dos torcedores, a primeira conquista em 99. 1999: A Conquista da América mostra que primeiro temos que construir um time, e passar por alguns processos para alcançar um objetivo.

O filme dirigido por Marcela Coelho, Mauro Beting e Ricardo Aidar não está focado na temporada de 99, ou apenas na competição daquele ano. Ele tem um escopo maior, seja por mostrar as primeiras Libertadores disputadas pelo clube, como as derrotas em 1961 e 1968, frente ao Peñarol e Estudiantes de La Plata, respectivamente, mas falar dos processos de bastidores para a conquista, acaba sendo o grande foco dessa história.

Este processo é a forma de acompanharmos os bastidores da formação do time ao longo dos anos. As trocas de jogadores como o goleiro Marcos e o meio campista Alex se tornam a base das histórias contadas pelos jogadores como  Ademir da Guia, Dudu, César Maluco, Leivinha, Cafu, Felipão, Paulo Nunes e Evair. 

Ex-jogador Alex

O roteiro de Fernando Teshainer, Marcela Coelho e Mauro Beting traz dois lados da mesma história também ao trazer jornalistas esportivos palmeirenses e torcedores ilustres, isso traz um olhar de percepção diferente e intenso. Enquanto os jogadores acabam tendo um lado mais sério.

A linha do tempo passa pelo passado, e como temos visões para o mesmo fato, não há excessos de dados, pois há uma transição certeira, até mesmo pelo mesmo fato ou momento. 

Mesmo falando de passado, o ano de 99 é o grande foco, é esmiuçado cada detalhe. Da fase grupos ao mata-mata, focando nos momentos específicos, com o  destaque novamente nas grandes partidas de Marcos e Alex. E conforme avançamos nas partidas, mais detalhes vão sendo adicionados, com mais comentários. 

Comediante Thiago Ventura

As imagens usadas mostram como o futebol nos anos 90 era diferente, não falo de qualidade técnica, mas sim o que era possível na época, como imprensa no vestiário, jogador aparecendo sem a camisa do patrocinador e as coletivas de imprensa. Acaba sendo uma filme com uma leve história neste sentido também.

Mesmo com paixão envolvida, o tom se mantém na contação de história, buscando até um pouco de sobriedade em alguns momentos. O filme segue as formas de um documentário, sem surpresas.


1999: A Conquista da América sabe contar a conquista de 99 do Palmeiras, seguindo uma linha do tempo segura, aliada a bons depoimentos, de jogadores, jornalistas e convidados. Boa opção para quem não conhece ou não era nascido nessa conquista, e também é um boa opção para quem quer relembrar como foi.

Nota: 3/5

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