Cinema, Crítica de Filme

| Agente das Sombras | Crítica

Liam Neeson retorna à ação em um filme que prefere manter o tom investigativo, do que cenas de ação grandiosas. Confira a crítica completa.

Creator: Ben King

Neste novo filme de ação, somos apresentados a Travis Block (Liam Neeson) que trabalha para o FBI, mas não é um agente comum. Ele se move pelo mundo das sombras, pelos bastidores, ajudando agentes secretos que se veem numa situação da qual não conseguem escapar. Ele acaba envolvido numa conspiração, quando um agente secreto questiona os seus superiores. Agora, caberá a Block precisa encontrar esse sujeito, e também descobrir se não está sendo usado pelo homem em quem confia.

Diferente dos outros filmes em que temos a persona de ação de Neeson. Aqui temos uma narrativa mais contida e aproveitando outros elementos. O longa dirigido por Mark Williams (Legado Explosivo) aproveita as tramas para trazer outros elementos da ação, deixando o trabalho corporal de Liam para cenas pautadas.

Principalmente quando percebemos que o protagonista tem alguns problemas de comportamento e seu principal objetivo é ser um bom avó, e estar mais presente na vida da filha. Explora-se este lado humano, mas sem precisar sequestrar ninguém (Entendedores Entenderão).

Creator: Ben King

O problema é que ao dar preferência há alguns elementos e tramas, se faz necessário um história forte e concisa, algo que falta para Agente das Sombras em alguns momentos. Temos tudo de uma forma superficial e de fácil resolução. A própria jornalista feita por Emmy Raver-Lampman (The Umbrella Academy) descobre diversos segredos, mas pouco sofre consequências disso, inclusive seu personagem perde força durante a trama.

O interessante aqui é perceber que o protagonista está longe de ser um homem bom, ele entende que trabalhar ‘por debaixo dos panos’ mexeu com a sua personalidade e sua capacidade de se relacionar com alguém. Há um ciclo de redenção (contido) aqui, mas algo que começou a se tornar comum nos personagens de Liam, é um lado humano. Mesmo que o outro lado sabia como te matar de diversas formas diferentes.

Creator: Ben King

O núcleo familiar bem construído no início é outro elemento que perde força, nas trocas de atos. A filha e neta saem da história com facilidade e retornam para alguns momentos clichês dos filmes de ação. E a atriz mirim Gabriella Sengos (neta) consegue até incorporar algumas nuances de Travis, o que parecia que ela teria mais espaço, mas não ocorre. 

A vilania fica restrita ao chefe de Travis, Gabriel Robinson (Aidan Quinn) que está limitado a frases de efeito e resolver os problemas a todo custo, por ele. E quando o anti-herói pede para sair, pouco se justifica suas ações. Há muito orgulho aqui do que competência em geral. 

O filme tem poucas cenas de ação, daquelas de grande porte, mas todas cumprem seu papel e são bem executadas. Inclusive a forma com que elas foram montadas, mesclando câmeras abertas e mais próximas, funcionam bem. Alguns problemas de finalização de efeito, como uma explosão, nada que atrapalhe. 


Agente das Sombras entretém e tem uma boa narrativa, apesar dos problemas. Se buscasse apenas explicar melhor os elementos e principalmente explorar os personagens secundários, seria um filme de ação memorável.

Nota: 2/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

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