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| Samurai X: A Origem | Crítica

Samurai X: A Origem explora o passado sangrento de Kensin e suas relações

Estreou na Netflix, o quinto e último live-action de Rurouni Kenshin, encerrando de vez o ciclo de Battousai, o Retalhador. Samurai X: A Origem – como já era previsto – narra os acontecimentos que levaram Kenshin Himura (Takeru Sato) a se tornar o personagem que conhecemos hoje e o motivo pelo qual ele não mata (mais), além de explicar o porquê de ele possuir uma cicatriz em forma de cruz no rosto.

O quinto filme ser a origem do personagem, é ousado, para se dizer o mínimo. ainda se relembramos que o longa anterior é chamado de O Final, e teve muitos flashbacks de sua origem, inclusive a cena onde Kenshin matando o personagem o iria se casar, é refeita. O roteiro é abrangente e cativante, que mesmo sabendo que irá ocorrer em alguns momentos, estamos imersos na narrativa.

A construção de fatos como envolvimento entre o personagem e a sua amada Tomoe (Kasumi Arimura). Como é enfatizado nessa história, ela “cegava” a espada dele em tempos que o instinto assassino do Battousai era necessário.

Crédito: Netflix

Outro destaque é a nova adaptação de tempo, a Origem se passa em 1864  quando, depois de 300 anos, grupos separatistas querem pôr fim ao xogunato, que imperava no Japão da época, criando uma cisão entre os cidadãos, despertando grupos rebeldes. É em um desses grupos que Kenshin atua. O filme apresenta muito bem essa ideologia em nosso protagonista, que insiste em lutar até o fim para criar uma “Nova Era”, estabelecendo assim, a paz novamente, elementos que pouco apareceram nas histórias anteriores. 

A construção da fama de Retalhador, sua técnica e lealdade, são explorados rapidamente, as primeiras cenas e ato mesmo que rapidamente, conseguem dar a Kenshin a personalidade que conhecemos. Para quando conhecer Tomoe, o seu lado humano surgir e ter novos conceitos aparecendo em tela, como ele perdendo o controle nas batalhas.

Voltar ao passado já explorado do protagonista, exige trocas de subtramas precisas ou tentar novidades para surpreender, como a relação de Kenshin e Tomoe que recebe novos diálogos e elementos como a neve nas cenas. Mesmo sabendo o resultado final, ele constrói isso de uma forma inesperada.

Mesmo trazendo boas histórias em 5 filmes, há alguns sinais de “cansaço” da franquia, as batalhas continuam sangrentas, mas repetem a fórmula, com uma divisão de atos para culminar em uma grande batalha no final. A desse filme inclusive tem uma qualidade inferior quando comparamos ao do último filme. E os figurinos tem bastantes problemas em algumas cenas.

A Origem traz a conclusão da pentalogia de Rurouni Kenshin de uma forma focada na personalidade do protagonista, mostrando como ele se torna o monstro retaliador e tem que viver sobre os seus pecados, e como ele precisa tomar decisões que impactam ele e os que o rodeiam.

Nota: 4/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

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