Cinema, Crítica de Filme

| Pânico | Crítica

Filme revitaliza a franquia, com um nova história, sem esquecer o que fez de Pânico uma referências nos slashers 

O novo Pânico (Ou Pânico 5, se preferir) parece inicialmente aquela tentativa do estúdio em revitalizar a franquia criada por Wes Craven em 1996, como ocorreu recentemente com Caça Fantasmas. E assim como os portadores das mochilas de prótons, Ghostface retorna a sua forma. 

O retorno de Ghostface não está ligado diretamente aos personagens originais, mas sim aos novos, mostrando que eles podem se conectar aos eventos de Woodsboro, sem precisar sequer citar Sidney Precott (Neve Campbell).

O roteiro escrito por James Vanderbilt (Zodíaco) e Guy Busick (Castle Rock) respeita o que foi construído nos filmes anteriores, com uma vantagem maior para o primeiro longa, mas ele mantém a atmosfera, as formas de apresentar o assassino e principalmente a metalinguagem proposta pelo Craven.

Inclusive o novo filme mantém a estrutura e as regras anteriores, fazendo pequenas adições, aproveitando os novos nomes, para eles, ajudados pelos personagens já conhecidos, montar quem seria o novo assassino e por que ele estaria atrás deles.

Há muitos rostos novos, o que faz com que haja variações de tempo de tela, mas o roteiro soube entender isso e aproveitar cada um. E mesmo os que tem pouco espaço, agregam e quando morrem, há o peso necessário, você consegue se importar com o que ocorreu.

Pânico é uma referência nos slashers, e neste longa não tenta mudar como conhecemos a franquia, mesmo com os diálogos fazendo referências aos novos filmes de terror, como Hereditário (2018) e Babadook (2014), os moldes de narrativa são os mesmos, seja a trilha que surge para trazer tensão, ou as tomadas que mantém o assassino em primeiro plano. 

O trio original aqui recebe mais responsabilidades, e são usados de forma diferente. David Arquette (Dewey) é o mentor do grupo, e faz a ‘ponte’ involuntária entre os dois grupos, além de trazer algumas explicações que se pode se fazer necessária. Neve Campbell e Courteney Cox (Gale Weathers) ficam com a parte prática e ajudam a acabar com a nova ameaça.

Os novos personagens, temos o destaque para Jack Quaid (The Boys) que tem que oscilar de humor em diversas cenas, mostrando plasticidade e personalidade. Os gêmeos Jasmin Savoy Brown (Mindy) e Mason Gooding (Chad) funcionam tanto como alívio cômico, como os ‘nerds’ sobre os eventos anteriores, para ajudar o espectador que pouco conhece. 

Os diretores Tyler Gillett e Matt Bettinelli-Olpin (Casamento Sangrento) tem a preocupação com o legado e continuidade da franquia. Eles mantém a estrutura de filmagens e trazem nas mortes formas diferentes, seja na sanguinolência que algumas exigem ou filmar lentamente uma faca entrando no pescoço para dar a aflição necessária. Até mesmo nos momentos brutais, há justificativas para seu uso. 

Pânico mostra que respeita a continuidade da franquia, sem precisar de grandes mudanças para atrair um novo público, ele pode ser ser uma referência quando ele entrega o que se espera. Claro, que haverá os fãs chatos que irão odiar (O filme até brinca com eles), mas é um produto novo, mas nem tanto assim, ao mesmo tempo. 

Nota: 4/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

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