Cinema, Crítica de Filme

| 007 – Sem Tempo Para Morrer | Crítica

Em uma despedida perfeita de Daniel Craig no papel de James Bond, o filme entrega o desfecho perfeito pros fãs.

Credit: Nicola Dove © 2021 DANJAQ, LLC AND MGM. ALL RIGHTS RESERVED.

James Bond (Daniel Craig) deixa o MI6 e se muda para a Jamaica, mas um antigo amigo aparece e pede sua ajuda para encontrar um cientista desaparecido. Bond mergulha no caso e percebe que a busca é, na verdade, uma corrida para salvar o mundo.

Sem Tempo para Morrer traz a despedida do ator inglês ao papel do espião mais famoso do cinema. E temos o longa que pode muito ser considerado como um grande final de temporada de uma série, já que ele finaliza os arcos construídos por Daniel Craig nos seus filmes. 

Essa construção de narrativa se tornou uma marca dos filmes estrelados pelo ator, antes os filmes de Bond tinham essa característica de serem ‘soltos’ e pouco se conectarem com o anterior. Claro, que você não assistiu os filmes anteriores você ainda irá se divertir, mas caso o espectador conheça a jornada, o filme ganha outro valor.

James Bond (Daniel Craig) e Paloma (Ana de Armas) Credit: Nicola Dove © 2020 DANJAQ, LLC AND MGM. ALL RIGHTS RESERVED.

O roteiro que passou por diversos ajustes, que até contou com a contratação de última hora de Phoebe Waller-Bridge (Fleabag) trouxe novos elementos a franquia como a inclusão de novos personagens como Paloma (Ana de Armas), fortificação de Nomi (Lashana Lynch) como uma mulher durona que poderia até ser um grande problema ao 007.

A escala desse filme é como esperamos, seja pelos diversos países em que se passa a história, pelas grandiosas cenas de ação, que envolvem perseguições coreografadas e lutas com diversas armas, além dos apetrechos que sonhamos que um dia existam. 

Cary Joji Fukunaga (Beast Of No Nation) traz o personagem para uma nova zona, de se ligar com as pessoas que o rodeiam, seja por gratidão, respeito, ou até mesmo amor (Sim, James Bond escolhendo uma pessoa para sempre). Algo que parece simples, traz o peso dramático necessário para as cenas onde há despedidas informais, além de ser um fechamento também para estes personagens secundários.

Nomi (Lashana Lynch) e James Bond (Daniel Craig) Credit: Nicola Dove © 2021 DANJAQ, LLC AND MGM. ALL RIGHTS RESERVED.

A grande história porém, não tem um vilão à altura, Safin (Rami Malek) chama a atenção mais pela tatuagem no rosto e sua ligação com Madeleine (Léa Seydoux), já que seus objetivos são ‘comuns’ quando comparamos com outros homens maus espalhados pelo cinema.

A duração que poderia ser grande problema, afinal são mais de duas horas e meia de, passam com tranquilidade, pois a troca de tramas são intensas e rápidas, com fechamentos que vão ocorrendo aos poucos, para serem utilizados em um final épico.

Daniel Craig entra para a história do cinema, por ser mais um ator a personificar James Bond, e por também trazer novos elementos ao personagem, como um Bond mais humano e consciente de seus atos. 

Daniel Craig (James Bond) e Léa Seydoux (Dr. Madeleine Swann) Credit: Nicola Dove © 2021 DANJAQ, LLC AND MGM. ALL RIGHTS RESERVED.

007 – Sem Tempo Para Morrer além de ser um grande filme, um dos melhores do espião, traz um fechamento digno para o atual intérprete e que novos rumos para o personagem estão em aberto.

Nota: 4/5

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