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| Amarração do Amor | Crítica

Em um filme previsível, mas que consegue lidar com temas como intolerância religiosa. Amarração do Amor traz uma boa história de uma forma leve. Confira a crítica completa.

Bebel (Samya Pascotto) e Lucas (Bruno Suzano) só querem um casamento simples, mas as diferenças entre suas famílias faz tudo parecer difícil. Os pais de Lucas são mãe e pai de santo de um terreiro de umbanda, enquanto os pais de Bebel são de uma tradicional família judaica.

A comédia escrita e dirigida por Caroline Fioratti (Os Ausentes) traz uma comédia leve e divertida, mas aborda assuntos complicados e muitas vezes raros, quando pensamos em um filme deste gênero. O núcleo familiar composto por Samuel (Ary França) pai de Bebel, e Regina (Cacau Protássio) mãe de Lucas, não são apenas o pai e mãe protetores, serão os responsáveis pelas grandes discussões dentro do filme.

Costumamos não ter profundidade de personagens em uma comédia, mas aqui temos arcos bem definidos e explorados quando necessário. As religiões abordadas possuem diferenças que ficam claras durante toda a narrativa, e trazem pontos importantes para a discussão. E fora que os atores escolhidos para isso respondem bem às cenas.

Trazer um tema difícil e tratar com a leveza de uma comédia é o grande acerto dessa história, principalmente nos fazer rir. Claro, que por ser uma comédia romântica há aquele sentimento que tudo dará certo no final e com pontos de virada bem marcados. 

Os protagonistas além de trazerem suas raízes religiosas, fazem um casal jovem que busca se desvencilhar dos pais, e viver sua própria vida. Se tirarmos os conflitos teológicos da equação dos dois, temos um casal comum. Quase não temos outros problemas ou elementos deles sendo explorados. 

Os pais são os grandes destaques na atuação, Samuel (Ary França) faz um pai zeloso e ao mesmo tempo traz seriedade ao papel, sem precisar de exageros. Regina (Cacau Protássio) é uma força na tela, como sempre, e mesmo sendo a personagem mais cômica, mantém os conceitos religiosos quando aparece. Além de ser uma mãe zelosa e espalhafatosa.

Mesmo com os bons temas trabalhados, o filme não tem surpresas quanto ao andamento de seus atos. Segue a cartilha da comédia romântica do começo ao fim, sem problemas ao espectador. Não que isso seja um demérito, mas não espere em Amarração do Amor algo inesperado.

A fotografia também respeita toda a estrutura criada pela história, mas como é uma história ampla, encontramos planos mais abertos, explorando os elementos coloridos, e buscar cores diferentes nos momentos judaicos e da umbanda.

E mesmo com a religião sendo o ponto principal do filme, é possível perceber a realidade da história quando temos duas famílias diferentes que agora tem que conviver. Aqui não temos só personalidades distintas, mas outras tramas agregadas a isso.

Amarração do Amor pode até ter manter a estrutura de uma comédia, mas traz tramas diferentes e consegue explorá-las de uma forma real e com profundidade. 

Nota: 3/5

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Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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