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| Lego Star Wars – Contos Aterrorizantes | Crítica

Lego Star Wars – Contos Aterrorizantes traz uma nova aventura a franquia, sem causar grandes sustos 

Após os eventos de A Ascensão Skywalker (2019), Poe e BB-8 devem realizar um pouso de emergência no planeta vulcânico Mustafar, onde encontram o ganancioso e conivente Graballa, o Hutt, que comprou o castelo de Darth Vader e está reformando-o para criar o primeiro hotel de luxo da galáxia inspirado nos Sith e com tudo incluso. Enquanto esperam que o X-Wing seja consertado, Poe, BB-8, Graballa e Dean (um corajoso e determinado garoto que trabalha como mecânico de Graballa) aventuram-se nas profundezas do misterioso castelo com o servo leal de Vader, Vaneé.  

Ao longo do caminho, Vaneé conta três histórias assustadoras ligadas a artefatos antigos e vilões icônicos de todas as eras de Star Wars. À medida que Vaneé gira os contos e atrai nossos heróis cada vez mais para o interior do sombrio castelo, surge um plano sinistro. Com a ajuda de Dean, Poe e BB-8 terão que enfrentar seus medos, impedir a ascensão de um antigo mal e escapar para reencontrar seus amigos.

Depois da recepção mista de Ascensão Skywalker não era esperado um retorno dos personagens da nova franquia tão cedo. Principalmente Poe, que agora tem o cargo deixado por Leia Organa. É um risco, mas para nossa sorte a ‘Aventura Lego’ é bem sucedida.

A sequência é interrompida por momentos anteriores à franquia, como momentos clássicos e dos prequels. Mesmo com a mudança clara de tempo, temos um troca orgânica que agrega a trama, usando diversos vilões clássicos sem precisar de piada ou trocadilho desnecessário para deslocar o personagem. E tem os momentos de explicação, para caso a audiência não os conheça.

Por ser um produto Lego, temos uma trama divertida e para todas as idades, e mesmo sendo canônico, não se faz necessário ter visto o último filme, já que poucas informações são ditas. 

A trama é uma grande aventura rápida e com dinamismo característica da franquia Lego, com diversas mudanças, linear e uso das peças para montar e desmontar elementos do cenário. Como algo comum ao cotidiano daqueles que vivem naquela realidade. 

Poe é pouco explorado, mesmo sendo o protagonista, mas o tempo de Kylo Ren (Adam Driver) é melhor aproveitado, por justamente abordar a transformação em um cavaleiro de Ren, e assumindo a personalidade de vilão da nova franquia. As cenas foram até melhores do que as apresentadas no filme.

O traço traz exatamente o que esperamos de um produto Lego, com a densidade certa, mas com profundidade e detalhes nos cenários, algo interessante nas perseguições e nos momentos de ação característicos de Star Wars.

A união de duas franquias fortes é um acerto, não só pela facilidade que a Lego tem de incorporar grandes produções, mas de trazer uma história que não só se encaixa no universo escolhido, como sempre coloca seus elementos da mesma forma e mesmo assim, consegue tocar no público.

Contos Aterrorizantes fica restrito apenas ao título e pelo lançamento próximo ao Halloween, porque traz uma história leve e divertida, que pode alcançar públicos diferentes. Os mais jovens se divertem pela atmosfera Lego e os fãs da franquia tem uma história inédita levemente canônica, mesmo com alguns problemas aqui e ali.

Animação segura e leve. Como qualquer produto Lego, sem sustos, mesmo estando no Halloween. 

Nota: 3/5

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Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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