Cinema, Crítica de Filme

| Ainbo: A Guerreira da Amazônia | Crítica

Em uma animação fofa e bem executada, Ainbo: A Guerreira da Amazônia conversa bem com o público infantil, mas não traz uma história memorável ou correta para esta geração.

Na animação, a pequena princesa guerreira de apenas 13 anos, Ainbo, embarca em uma aventura pelo meio da floresta para impedir o avanço da exploração ilegal de minérios que está acontecendo em sua aldeia. O grande espírito materno da Amazônia, a tartaruga “Motelo Mama”, conta com a ajuda de Ainbo e seus amigos animais, os atrapalhados Tantan e Dillo, para enfrentar homens maus e ganancioso que devastam a região.

A conservação do meio ambiente é algo que deve ser falado e construído com as novas gerações, para que haja a preservação, e que os habitantes naturais do local tenham seu direito mantido. Ainbo: A Guerreira da Amazônia tem essa missão, de levar o problema para um novo público, porém acaba trazendo uma história genérica e sem peso aos assuntos graves que ocorrem na região.

A animação dirigida por Richard Claus (Borboletas Negras) tem boas intenções, de mostrar a destruição do ‘homem branco’ na Amazônia a partir de uma relação de amizade e de sucessão de poder na aldeia, mas o que chama atenção acaba sendo uma história dentro do esperado e sem grandes momentos. 

O longa pode até não se comprometer diretamente com o que se propõe na trama principal, mas nas outras informações ele responde bem às informações que aparecem em tela. A amizade entre as duas tem um bom peso dramático, os alívios cômicos e a ‘voz da consciência’ feita pelos guias espirituais entretém.

Ele pode não ser inovador ou diferente, mas acerta no que quer apresentar. O arco familiar das duas meninas, e dar uma história diferente para cada uma delas traz profundidade. E colocar elementos diferentes em cada uma delas e nas pessoas que as rodeiam é intenso e é separado pelos atos. 

Outro ponto que chama a atenção é o traço utilizado, que tem muitas camadas e profundidade, principalmente nas cenas de ação. Claro que temos que entender que mesmo que a Amazônia esteja no título, não é este tipo de floresta que vemos aqui. Seus elementos inclusive pouco são citados, nada que seja a atrapalhar, mas falta verossimilhança em alguns momentos. 

As tramas das duas meninas ocorrem de uma forma orgânica e fazendo sentido a suas histórias familiares, estes sentimentos que as duas dividem e sua forma de encarar os problemas são que fazem de Ainbo um pouco diferente em ao menos um ponto. 

Tratar o desmatamento da área como o grande vilão começa como um ideia sólida e concisa, mas acaba se perdendo, também pelo fato que essa ameaça ser apenas apresentada de fato nos atos finais de uma forma comum. Claro, que este resultado encanta as crianças de qualquer forma.


Ainbo pode não trazer a Amazônia como imaginamos, mas mostra uma história de amizade divertida e encantadora a sua forma. As crianças vão gostar, os adultos um pouco menos.

Nota: 2/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

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