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| Infiltrado | Crítica

Guy Ritchie (Os Magnatas do Crime) entrega uma boa trama de ação com a ajuda de Jason Statham, mas carece de um roteiro mais elaborado. Confira a crítica completa. 

Patrick Hill (Jason Statham), conhecido apenas como “H”, é um homem misterioso que trabalha para uma empresa de carros-fortes e movimenta grandes quantias de dinheiro pela cidade de Los Angeles. Quando, ao impedir um assalto, ele surpreende a todos com suas habilidades de combate, suas verdadeiras intenções começam a ser questionadas e um plano maior é revelado.

O roteiro escrito pelo diretor com colaboração de Ivan Atkinson e Marn Davis, usam a mesma sequência mostrada na primeira cena, que é repetida cada vez que temos um elemento novo é introduzido na trama, principalmente quando vamos conhecendo o protagonista. É interessante perceber como ela muda cada vez que é exibida.

Essa dinâmica que permeia o filme de Ritchie, consegue entreter no início, mas atrelado a isso, precisamos de novas informações, e que elas sejam relevantes. Isso se perde conforme avançamos para o ato final. A ideia simples precisa ‘ganhar corpo’ mas vai perdendo força.

Photo credit: Christopher Raphael © 2021 Metro-Goldwyn-Mayer Pictures Inc. All Rights Reserved

O longa também consegue manter o mistério sobre Patrick durante seus primeiros atos, mostrando que ele foi meticuloso ao entrar ali e que tem habilidades acima da média quando comparado a equipe. Essa aura de estranheza preenche bem o começo do filme, pois mostra que há algo de errado desde o ínicio, mas carece do mesmo problema do filme que é a sustentação da história até o fim. 

A forma com que vemos a ação ocorrendo na tela, é filmada de uma forma que dá fluidez e dinamismo, pois os cortes são precisos e há pequenos planos sequência, para dar mais espaço aos atores e o protagonismo de Jason Statham.

O longa segue a cartilha dos últimos longas do ator, que são brigas, tiroteios e perseguições. O acaba deixando Infiltrado dentro do mesmo. Há uma preocupação a longo prazo com a narrativa, mas é restrita. Jason responde bem ao que vemos em tela, mas não há nada de especial

Photo credit: Scott Garfield © 2021 Metro-Goldwyn-Mayer Pictures Inc. All Rights Reserved

Há cuidado em coreografar as cenas de brigas e tiros, fazendo com que elas se unam de alguma forma, da forma que estamos acostumados nos filmes de Guy Ritchie, ele novamente entrega uma forma diferente de mostrar as cenas. Com uma montagem também acima da média.

A ação é ponto alto, já a finalização de tudo isso fica aquém de tudo que esperamos, principalmente pelas habilidades mostradas por Jason em todo o filme. O pseudovilão feito por Scott Eastwood (Posto de Combate) é tão displicente e estranho, que não faz muito sentido a força tarefa que é disposta para encontrá-lo. O grupo que ele faz parte acaba entretendo mais do que ele próprio. 

Há claro um momento de crescimento de fatos, o roteiro consegue criar estes momentos por diversos momentos e na repetição de cenas, mas finalizar da forma que vemos em tela é frustrante. Ainda mais quando percebemos que há criatividade para mais do mesmo.


Infiltrado consegue entregar um bom filme de ação, com uma atuação dentro do esperado de Jason Statham, mas se perde em detalhes que não fazem tanto sentido. E um bom vilão também seria legal.

Nota: 3/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

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Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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