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| Milagre na Caverna | Crítica

Em um longa que busca mostrar os bastidores do caso da equipe de futebol juvenil da Tailândia ficou presa em uma caverna devido a uma inundação. O Milagre na Caverna é um filme contido, mas conta bem a sua história real.

O longa Milagre na Caverna é o filme sobre uma equipe de futebol juvenil da Tailândia que ficou presa em uma caverna no norte do país por mais de duas semanas devido a uma inundação. O caso recebeu comoção internacional, os meninos e grupo de resgate que acabou recebendo ajuda de vários países. Como sempre o cinema gosta de contar este tipo de história, temos aqui a versão cinematográfica do fato.

A missão que hoje recebe diversos elogios por ser a maior operação de resgate já realizada, por um conjunto de país ou ajuda humanitária, mostra o drama destes garotos e seu técnicos, mas diferente da produção Os 33 (2016) que mostra o resgate dos mineiros na mina no Chile, onde temos visões de fora e dentro da mina. Milagre na Caverna foca apenas na montagem da operação e no resgate em si, os meninos acabam sendo coadjuvantes na narrativa principal. 

Claro que o filme faz alterações dos fatos para fins dramáticos, algo comum em produções deste tipo, e segundo informações ditas no filmes, alguns personagens foram interpretados pelas pessoas reais. O fato de ser um filme produzido na própria Tailândia acaba unindo alguns pontos com mais facilidade. Inclusive é mais fácil encontrar neste filme um olhar mais local do que um olhar estrangeiro.

Os bastidores do resgate são a grande tomada do filme, pouco se sabe das crianças dentro da caverna durante a narrativa principal, algo até interessante já que ao assistir o filme temos o pensamento de ‘as crianças ainda estão lá dentro’. Os pontos de virada e mudanças de postura ficam para os fatos que acabam dando errado durante a trama, nada muito inventivo aqui. 

Como o foco aqui é outro, se imagina uma melhor explicação das escolhas feitas pela equipe, algumas até possuem uma explicação didática dos fatos, outras ficam subjugadas a pequenos diálogos e momentos introspectivos. Não que estas informações sejam ruins, mas atrapalha um pouco o balanceamento de algumas cenas, já que não se entende muito bem essas escolhas. Até mesmo a cobertura da mídia sobre o caso que é mostrado no filme, há alguns momentos que se vê muito e outros que temos cenas pequenas.

A fotografia e a direção de Tom Waller são assertivas, primeiro por focarem em uma fotografia fria e sem cor nos momentos do resgate em si, e planos claustrofóbicos nos momentos de maior tensão, de mostrar que a possibilidade de movimentos era restrita. A trilha sonora em alguns momentos também consegue manipular os sentimentos dos espectadores aumentando a tensão da cena. 

A história real contada aqui é contida, com um espectro menor do que se imaginava inicialmente, o que é bom para algo assim, há como se ligar melhor a ela e entendermos melhor o que ocorre sem grandes devaneios. Um bom filme para quem busca uma história real bem contada.

Nota: 3/5

Instagram: @npmes / Twitter: @PareceSerio

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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