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| Viúva Negra | Crítica

Em um filme que se preocupa mais em mostrar os novos personagens do que dar uma aventura solo da personagem. Viúva Negra enfim estreia nos cinemas com a despedida de Scarlett Johansson da espiã da Marvel. Confira a crítica completa

Natasha Romanoff, também conhecida como Viúva Negra, confronta o lado mais sombrio de sua história quando surge uma perigosa conspiração ligada ao seu passado. Perseguida por uma força implacável disposta a tudo para destruí-la, Natasha precisa agora lidar com seu passado como espiã e com as relações que abandonou muito antes de se tornar uma Vingadora.

O longa dirigido por Cate Shortland, primeira mulher a dirigir um filme da Marvel, traz enfim a aventura solo da personagem que foi introduzida no universo cinematográfico da editora, em Homem de Ferro 2 (2010) e esteve presente em todos os longas dos Vingadores. E quando pudermos ver sua aventura longe do grupo percebe-se que há duas histórias a serem contadas, o seu passado e seu futuro, já que ela encontrou seu fim em Vingadores: Ultimato (2019). Desculpa pelo gatilho.

Os filmes da Marvel que a Viúva esteve presente pouco trabalhavam a profundidade da personagem, a sensação que tínhamos que ela estava ali para atacar e ser o apoio para o Capitão América (Chris Evans). E este longa, desde a primeira cena, tem como objetivo preencher as lacunas que todos se perguntávamos, principalmente sobre seu treinamento para se tornar a espiã.

O roteiro traz uma abordagem muito próximas das HQ’s onde Natasha não possui família, sendo recrutada pela KGB, recebe o treinamento e o manto da Viúva Negra. No filme temos apenas uma ‘família’ que a acolhe antes do treinamento. Seus ‘pais’ são formados por David Harbour (Stranger Things e Hellboy) e Rachel Weisz (A Favorita e A Múmia) e ainda temos uma irmã mais nova personificada por Florence Pugh (Adoráveis Mulheres).

Essa família, mesmo que falsa ou postiça, é a alma do filme. Mesmo cada um indo para seu lado e seguindo a vida, há alguns sentimentos entre eles, e quando há cena com pelo menos dois, são interessantes e fazem o ponto sensível. Como este filme se baseou em longas de espionagem para sua estrutura, há poucos alívios cômicos, por isso estes arcos da família são importantes, já que eles servem de respiro a ação e agregam detalhes.

A história também se preocupa com o futuro da personagem, então não espere um protagonismo total de Scarlett, aqui temos claramente a ideia de ‘passagem de bastão’ para Florence. Não só por elas possuírem o mesmo treinamento, mas por terem uma ligação forte que o filme explora bem e ainda traz aqueles momentos de irmã mais velha e irmã mais nova, comum em família, só que ambas podem matar de inúmeras formas.

Este arco além de pavimentar o futuro, traz humanidade para a personagem, e vai aos poucos contando sua história, entre uma cena de ação e outra. Não há um grande arco dramático para isso, porém ele aproveita o elenco que possui e traz entre um diálogo e outro um pouco de normalidade para a história, já que apenas o personagem de David tem super poderes.

E essa ausência de superpoderes ou de elementos fantásticos traz ainda mis elementos de espionagem e batalhas corporais, que são bem executados e coreografados, com exceção de algumas coisas na batalha final (Sem spoilers) que são muito exageradas, até para o padrão Marvel. Algumas cenas poderiam ter ficado de fora, afinal a narrativa tinha cumprido um bom caminho até ali.

Viúva Negra pode não ser o filme como queríamos, mas ele cumpre os papéis de cumprir o legado da personagem, trazer uma explicação de como ela chegou até os Vingadores, o que ocorreu em Budapeste e do jeito Marvel, trazer novos elementos para novos eventos, seja com o personagem de Florence ou o conceito de como ser uma Viúva Negra agora ser amplamente conhecido.

Mesmo com a missão ingrata de explicar o passado da personagem, sem poder contar com ela no futuro, Viúva Negra é mais um grande espetáculo da Marvel nos cinemas, dessa vez entregando um filme de espionagem jus a Scarlett e a nossa espiã favorita.

Nota: 3/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

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Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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