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| Perseguição na Neve | Crítica

Tom Berenger (Platoon) tentar impor algum ritmo de ação, mas o clima frio do filme é tão incorporado a história que ele não esquenta o espectador. Confira a crítica completa.

Jim (Tom Berenger) tem como costume caçar no norte de Maine, nos EUA. Em uma de suas caçadas, ele encontra uma grande quantia de dinheiro pelo parque. O veterano, então, se vê envolvido com um grupo de criminosos que fará de tudo para recuperar o valor encontrado por ele, e sua única arma para sobreviver é o treinamento militar que recebeu no passado.

O longa escrito e dirigido por John Barr traz uma atmosfera fria, isolada e pouco movimentada. E se imagina que o thriller de ação irá mudar essa dinâmica como Busca Implacável (2008), mas acaba sendo como o primeiro Rambo (1982), onde o estilo muda em pequenas cenas, com pouco sangue e instinto de sobrevivência.

Ao invés de buscar nas cenas de ação o seu refúgio, o longa prefere focar na história do protagonista, cada cena e os primeiro atos procuram aprofundar o passado e presente de Jim, e vamos entendendo como ele se torna um caçador solitário que mora em um trailer.

Crédito: Synapse

O filme tem uma atmosfera fria, já que se passa em lugares de difíceis acesso e temos neve em todas as cenas, estes locais mudaram a personalidade de Jim, onde se se sente melhor sozinho, e vemos seu lado humano nos diálogos com Debbie (Kristen Hager) e nas reuniões em que ele fala do seu problema com álcool.

O ritmo é lento justamente pelo enfoque no protagonista e as cenas de ação são escassas. Elas são ao menos bem coreografadas e remetem aqueles filmes de ação dos anos 80 onde se resolve os conflitos com tiros e poucas lutas corporais. E fora aquela máxima de que apenas o protagonista atira bem.

E mesmo quando a ação ‘entra em cena’ ela muda apenas a velocidade dos eventos dos últimos atos, enquanto no começo do filme não temos certeza de quanto tempo se passa entre uma cena e outra, já nestas partes, temos um efeito cascata de eventos que poderiam só serem mais conectados. Uma sequência de cenas já seria interessante, já que são bem-feitas.

Crédito: Synapse

Berenger tem feito filmes considerados B, não que eles tenham uma qualidade questionável ou sejam diferentes (Oi Nicolas Cage), Tom tem escolhido filme seguros e sejam dentro do que estamos acostumados do ator, ou seja, com uma arma na mão. Ou sendo um mentor de um protagonista mais jovem. Isso o faz ficar na mídia, já que ele tem feito mais de um filme por ano.

Essa zona de conforto é clara, e faz sentido sua escolha, seja por causa da idade ou por entregar o produto que ele sabe que terá algum apelo. E quem conhece o trabalho recente de Berenger irá encontrar mais um trabalho dentro do esperado.

E este baixo orçamento se reflete nas locações, pois são poucas, há muitas tomadas em ambientes abertos, temos apenas os poucos locais que Jim visita e são ‘simples’ no sentido cinematográfico, nada de grandes cenários cheios de detalhes. As grandes tomadas (Que são poucas) ficam restritas aod ambientes de neve.

Perseguição na Neve vale pelo entretenimento e para quem busca um longa sem grandes mudanças ou plot twists, Tom faz mais um personagem dentro do seu espectro em uma narrativa que prefere atirar primeiro e perguntar depois. Não é ruim, mas está longe de ser bom. E o frio que o personagem passa não esquenta a história que assistimos.

Nota: 2/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

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Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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