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| Como Hackear Seu Chefe | Crítica

Em um filme divertido e inventivo, Como Hackear Seu Chefe chega as plataformas digitais. Confira a crítica completa.

Sem querer, Victor (Victor Lamoglia) envia um e-mail comprometedor a seu chefe mala. Com a ajuda da crush do financeiro e seu amigo sem noção, ele tem poucas horas para salvar seu emprego e lidar com um hacker picareta, um site pornô e um mascote chamado Sorrisinho.

Temos aqui mais um filme feito durante a pandemia, mas enfim temos um bom resultado. O longa se aproveitas das telas dos aplicativos que se tornaram rotina em um home office como Skype, Whatsapp e Facetime, mas além disso tem uma história divertida e bem contada.

O longa dirigido por Fabrício Bittar (Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola) traz um filme usando as telas dos aplicativos como a referência visual, e a montagem mantém essa forma durante todo o tempo, só temos uma filmagem ‘tradicional’ quando há uma desculpa de algum personagem sair da frente do computador.

Crédito: Synapse distribution

O tom de comédia se mantém ao longo da narrativa, mesmo quando ele fala só de trabalho, com um tom jovem, que parece com qualquer empresa. O roteiro de Fabrício Bittar e Vinícius Perez consegue trazer uma atmosfera empresarial real. Afinal nem nunca conheceu um chefe como Zeca Brito (Augusto Madeira).

Ter neste longa tantos nomes da comédia faz com que as atuações se destaquem a cada cena, inclusive Victor Lamoglia (Socorro Virei Uma Garota!) é o mais divertido, e dá conta do recado já que todas os pontos de virada são devido a seus atos. E fora que os momentos que ele está em tela são hilárias.

Crédito: Synapse distribution

O restante do elenco, está dentro do que esperamos, o que neste filme é ótimo. Para quem está em ritmo de home office irá se encontrar em alguns dos personagens. E nos problemas que isso causam, como falar durante algum tempo e perceber que seu microfone está desligado.

A montagem filme deste filme é primordial para o ritmo da narrativa, já que provavelmente cada um gravou sua parte e no final ‘juntaram’ tudo. E ao assistir se percebe muita fluidez, ritmo de resposta e timing acertado. Até os sons dos aplicativos foram mantidos para tornar a experiência mais real.

Mesmo com ‘ar’ de escritório, o roteiro também se preocupa em dar profundidade aos personagens e vamos conhecendo cada um deles a cada nova cena. Esse background construído traz motivos das ações dos personagens e dificilmente acabamos não entendendo suas ações. A maioria delas tem uma razão para estar na tela.

Crédito: Synapse distribution

Algumas cenas são sim questionáveis, onde nos perguntamos se elas eram necessárias para um tipo de piada. Nada que tire o brilho de Como Hackear Seu Chefe, mas sem elas o longa continuaria bom.

Acabamos vendo ou lendo sobre filmes feitos durante a quarentena, que nos esquecemos que a qualidade deve ser considerada, não adianta nada realizar o desafio de produzir um conteúdo nesta época e entregar um produto de atributo duvidoso. Temos enfim, uma longa nacional que se percebe que houve o cuidado de não ter mais de um personagem em cena, ter uma boa história e divertir o público que o assiste.

E se você ao assistir ao filme se identificar com alguém da empresa, é mera coincidência. Ou não, vai saber.

Nota: 4/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

Facebook: facebook.com/naoparecemaseserio

Instagram: @npmes

Twitter: @pareceserio

Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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