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| Sessão Vitrine | Programação é liberada

Edição comemorativa chega às plataformas digitais e nas cidades com salas de cinemas abertas, respeitando as condições de saúde e segurança da OMS, a partir do dia 29 de abril

Para celebrar uma década de sucesso, o projeto Sessão Vitrine realiza, no dia 29 de abril,  a “Sessão Vitrine – Especial 10 anos”, com o lançamento de oito filmes brasileiros, entre longas e curtas, inéditos no circuito comercial. Os filmes estrearão nos cinemas e nas plataformas digitais Now, Oi Play e Vivo Play. O projeto “Sessão Vitrine – Especial 10 anos” é uma realização da Vitrine Filmes, em parceria com Canal Brasil, Projeto Paradiso, Cardume e MovieReading, e com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa, o ProAC, o Governo Federal e a Lei Aldir Blanc. 

Na programação, estão os longas “Entre Nós, um Segredo”, de Beatriz Seigner e Toumani Kouyaté, que conta a história de Kouyaté, um malinês que volta ao seu país atendendo a um pedido do avô; “Chão”, de Camila Freitas, que traz a vivência em uma ocupação das terras de uma usina em processo de falência junto ao Movimento Sem Terra; “A Torre”, de Sérgio Borges, que aborda a crise de masculinidade de André (Enrique Diaz);  e “Desvio”, de Arthur Lins, que traz os conflitos de Pedro (Daniel Porpino) ao voltar pra casa numa saída temporária da cadeia. 

A edição especial terá também os curtas “Looping”, de Maick Hannder, um filme retrato de uma paixão negra e LGBTQIA+; “Joãosinho da Goméa – O Rei do Candomblé”, de Janaína Oliveira ReFem e Rodrigo Dutra, que apresenta o babalorixá Joãosinho da Goméa como narrador principal de sua história; “Em Reforma”, de Diana Coelho, uma história amor e busca pela reaproximação entre Bianca e sua filha; e “Os Últimos Românticos do Mundo”, de Henrique Arruda, uma distopia queer sobre o fim do mundo. Os curtas estarão disponíveis na Cardume, plataforma digital de SVOD dedicada aos curtas-metragens brasileiros. 

Desde seu início em 2011, o projeto Sessão Vitrine já lançou mais de 50 longas, realizando a distribuição de filmes nacionais e coproduções internacionais com um recorte da produção audiovisual contemporânea. A disponibilização nas plataformas digitais se dá a partir da parceria com o Canal Brasil, que também disponibilizará mais pra frente os filmes na sua grade de programação. 

Junto às estreias, serão realizados debates online com as equipes de realização dos filmes, em parceria com o Projeto Paradiso, iniciativa filantrópica de apoio ao audiovisual nacional, mantida pelo Instituto Olga Rabinovich. O valor dos ingressos para quem for aos cinemas será até R$ 12 (inteira). 

– A Sessão Vitrine é um projeto de difusão e democratização do cinema brasileiro. Conseguir patrocínio no meio da pandemia e da crise que nosso audiovisual se encontra foi um sopro de esperança para seguirmos lutando para levar filmes nacionais de qualidade para públicos de todo o Brasil. É fundamental que sigamos em defesa de políticas públicas que permitam a difusão de obras diversas e de qualidade reconhecida em grandes festivais de cinema. Seguiremos fortes e resistindo! – afirma o diretor da Vitrine, Felipe Lopes. 

– Desde sua última edição, o projeto assume a estratégia day-and-date de lançamento simultâneo nos cinemas e no TVOD. Acreditamos que as janelas apresentam formas de consumo distintas e atingem públicos diferentes, ampliando o alcance e a circulação dos filmes. Decidimos manter a estratégia nesta edição, permitindo que o acesso aos filmes também aconteça nas nossas casas, especialmente neste período de isolamento social – completa Talita Arruda, coordenadora da Sessão Vitrine. 

Com o objetivo de levar ao público uma produção de qualidade, que retrata a realidade brasileira em diversos aspectos, o projeto fomenta uma relação entre os públicos  e os filmes, através de lançamentos e debates que aprofundam a discussão sobre os temas propostos, contribuindo assim para a formação de novas plateias e para a democratização do acesso ao cinema brasileiro, fortalecendo o circuito audiovisual como um todo. Foi sob o selo da SESSÃO VITRINE que filmes de diretores como Gabriel Mascaro,  Leandra Leal, Juliana Antunes e Adirley Queirós foram lançados, consolidando assim o projeto como uma vitrine de estreantes e renomadas realizadoras e realizadores.

A curadoria do projeto prioriza filmes brasileiros e coproduções internacionais que despertem interesse no público, seja pela inovação do seu processo criativo, pelo seu viés autoral ou pela sua qualidade e originalidade. A escolha dos filmes visa também abraçar temáticas, gêneros e propostas estéticas diferentes e produções de diversos estados brasileiros, proporcionando uma programação diversificada para o público em geral. 

– O Projeto Sessão Vitrine surgiu da vontade de um grupo de cineastas que decidiu unir forças para lançar seus filmes nos cinemas, em 2010. Nesta década que passou, eu só posso me orgulhar de tudo que foi construído até aqui, um trabalho focado na democratização do cinema brasileiro e do acesso a ele, valorizando conceitos como coletividade e diversidade – conclui a diretora da Vitrine Filmes, Silvia Cruz. 

SINOPSES:

A TORRE, de Sérgio Borges (Fic, 2019, 72, MG):

André (Enrique Diaz) é um homem recém-separado, passando por uma crise de masculinidade, isolado na floresta. A força da natureza atua sobre seu corpo e entre sonhos e insônias surge um jovem sedutor de seu passado. Ele terá que enfrentar suas sombras para seguir adiante. Em seu destino está A Torre, carta do tarô que profetiza mudanças profundas a partir de uma queda abrupta e radical.

ENTRE NÓS, UM SEGREDO, de Beatriz Seigner e Toumani Kouyaté (Doc, 2020, 78′, Brasil-SP, México, Burkina Faso):
A história de Toumani Kouyaté, que, em 2014, estabelecido com sua família e vivendo no Brasil, foi surpreendido pela convocação do avô para retornar com urgência ao Mali, seu país natal, junto a outros mais de 40 cidadãos malineses que moravam fora, para ouvi-lo contar uma última história. Seu avô sentia a morte se aproximar e precisava passar segredos da nação para a linhagem de djélis mais jovens, a fim de que eles seguissem com a tradição. A cultura oral, vista como um dos maiores tesouros do Estado, capaz de protegê-lo de guerras e crises, é também um importante componente social e político que precisa de continuidade.

CHÃO, de Camila Freitas (Doc, 2019, 110′, DF/GO):
Junto ao Movimento Sem Terra, um dos mais longevos movimentos populares brasileiros, Chão vivencia a ocupação das terras de uma usina de cana-de-açúcar em processo de falência. A despeito da estagnação jurídica e da aridez do agronegócio no sul de Goiás, o gesto da ocupação se firma em resistência e reinvenção de uma paisagem em disputa. Vó, PC e os mais de 600 acampados regam diariamente a utopia de um lugar por vir, em um futuro projetado para o horizonte ainda intocável da reforma agrária.

DESVIO, de Arthur Lins (Fic, 2018, 89′, PB):
Pedro recebe o direito de uma saída temporária da cadeia para visitar a sua família que mora em Patos, interior da Paraíba. Nesse curto tempo ele irá confrontar seus antigos fantasmas e planejar os novos rumos de sua vida, enquanto descobre em Pâmela, uma prima adolescente, a mesma chama que queimava em seu peito.

JOÃOSINHO DA GOMÉA – O REI DO CANDOMBLÉ, de Janaína Oliveira ReFem e Rodrigo Dutra (Doc, 2019, 14′, Duque de Caxias-RJ):
O filme apresenta Joãosinho da Goméa como narrador principal de sua história.  Com músicas cantadas por ele, performances provocadoras e arquivos diversos que ressaltam o quanto ele é importante para as religiões de matriz africana. A Rainha Elizabeth II disse que se o candomblé tivesse um rei, esse seria Joãosinho da Goméa, o Rei do Candomblé.

LOOPING, de Maick Hannder (Fic, 2019, 12′, Betim-MG):
Vi um garoto atravessando a rua hoje.

OS ÚLTIMOS ROMÂNTICOS DO MUNDO, de Henrique Arruda (Fic, 2020, 23′, PE):
2050. O mundo como conhecemos está prestes a ser extinto por uma nuvem rosa. Distante do caos urbano, Pedro e Miguel só buscam a eternidade

EM REFORMA, de Diana Coelho (Fic, 2019, 20′, RN):
Ao receber a notícia de que a filha vem passar uns dias em sua companhia, Bianca decide retomar a obra inacabada na laje de sua pequena casa. Os planos, contudo, não saem como o esperado.

Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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