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| Notre Dame | Crítica

E uma comédia romântica divertida, ‘Notre Dame’ estreia nos cinemas essa semana. Confira a crítica completa.

A arquiteta Maud (Valérie Donzelli) tem uma vida com filhos e carreira bem estabelecidas, porém o começo não é para explicar a protagonista e sim seu encontro com o desconhecido. Um projeto que pode mudar a carreira e sua vida para sempre.

Valérie em ‘Notre Dame’ faz algo inusitado, pois ela escreveu a história, dirigiu e faz a protagonista. E mesmo com este ‘acúmulo de função’ temos aqui uma história com um ritmo que consegue divertir, mesmo com uma proposta diferente, afinal o concurso em questão que pode mudar tudo, ela entrou acidentalmente.

O filme não está preocupado em ritmo e sim contar a história e nos mostrar Maud, suas relações atuais no trabalho e as relações do passado personificados pelo ex-marido Martial (Thomas Scimeca). ‘Notre’ se mantém em um filme de relações e a construção fica em segundo plano.

Foto: Divulgação

A construção em si é carregada de metáforas, pois o longa se assume como algo fantasioso neste momento, de como a história tenta mostrar os sentimentos enquanto ela busca inspiração. Não há exageros quanto a essas cenas, mas não espere normalidade aqui.

E o elemento fantasia também se faz presente, pois percebemos no filme aquela crença inabalável de que tudo pode dar certo, principalmente pelo caráter ingênuo da protagonista e suas relações amorosas. Isso causa um não aprofundamento nos elementos, mas estão bem realizadas e mostradas na tela.

Essa leveza também é vista nas piadas e alívios cômicos que se transformam ao longo dos acontecimentos, como se mostrasse com os personagens foram alterados pelos eventos da história, o que não muda o seu humor, mas muda a sua forma de verbalizar o que sente.

Foto: Divulgação

A protagonista é segura e dentro do seu espectro, ela só muda de forma quando reage com seus interesses, mas mantém uma segurança rara em filmes de comédia romântica, e os homens aqui são contrapontos de toda a narrativa, um que tenta tirar um pouco da magia de Maud e outro que a admira e a apoia, mas têm aquele ‘q’ de macho alfa.

‘Notre Dame’ mesmo sendo um filme que não aprofunda o que mostra, têm atos bem distintos, um com verossimilhança, outro com crescente elementos sendo apresentados e um último disperso. Isso é interessante pois acaba saindo do que esperamos de uma comédia romântica, mal percebendo o tempo passar.

Nota: 3/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

Facebook: facebook/naoparecemaseserio

Instagram: @npmes

Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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