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| Skull – A Máscara de Anhangá | Crítica

Em um filme que sabe misturar diversos gêneros e que não está interessado em te assustar e sim te entreter, ‘Skull – A Máscara de Anhangá’ é um ótimo filme de terror nacional. Confira a crítica completa.

Em Skull: A Máscara de Anhangá, um artefato místico perdido ressurge em São Paulo. A chamada “Máscara de Anhangá” faz com que seu dono encarne uma antiga entidade sedenta por sangue. A situação se complica quando Manco Ramirez (Wilton Andrade), responsável pela máscara, e Beatriz Obdias (Natallia Rodrigues) são envolvidos em uma trama que mudará suas vidas.

 O longa dirigido por Kapel Furman e Armando Fonseca, subverte o gênero depois de apresentar o artefato pré colombiano, pois a história não irá ocorrer em uma floresta, em uma cabana ou em local distante. A história cheia de sangue e morte ocorre em São Paulo e em algumas cenas podemos inclusive reconhecer alguns pontos como o Mercadão.

O filme também não traz uma atmosfera de terror, ele não possui um jump scare (Aquele susto gratuito) sequer, ao invés disso, ele tem diversos núcleos, e diversas subtramas, apenas uma delas, a do Skull claro, que possui sanguinolência e mortes a cada aparição.

Foto: Divulgação

Essa variedade traz uma história que envolve, pois todos os núcleos têm uma narrativa para ser mostrada e de alguma forma corroboram com Skull. Os primeiros atos são deslocados, até mesmo isolados, após um tempo de filme é que percebemos como eles interagem e como suas ações estão ligadas.

Claro que por termos um elemento sobrenatural e com sede de vingança, se espera um maior cuidado com a maquiagem, e temos aqui de uma forma diferente, pois Skull a cada morte ele se transforma, ganha mais habilidades, se tornando uma ameaça ainda maior. A maquiagem em cada fase é primorosa e rica.

As interpretações são ‘presas’ aos seus núcleos, os policiais agem como policiais, os investidores agem como investidores, apenas percebemos a amplitude dos atores e atrizes quando os núcleos se misturam ao longa da narrativa percebemos todas a amplitude de todos.

Foto: Divulgação

Claro que ‘Skull’ tem seus problemas quanto a maquiagem e efeitos, por justamente tem pouco investimento, mas isso não é um demérito, pelo contrário, entendendo suas limitações, ele sabe como conduzir suas cenas e suas formas de contar sua história.

E mesmo como este ‘problema’ percebemos algo raro no terror, Skull não simplesmente mata, há uma cena de briga, mesmo com maquiagem e efeitos, mostrar-se os envolvidos pela vida e morte, há uma preocupação no roteiro de colocar o bem e o mal para lutar em lutas bem coreografadas.

Foto: Divulgação

Há sim algumas cenas que ‘emulam’ os grandes clássicos do cinema de horror, mesmo que não intencional, é interessante perceber como este filme possui momentos para justamente valorizar os clássicos e nos momentos seguintes

Fazer um filme como este no Brasil é um desafio, foi admirável perceber como ‘Skull’ consegue perseverar de tudo isso, principalmente pelos diversos núcleos e se preocupar em contar uma história instigante e não assustar o espectador a cada cena.

Nota: 4/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

Facebook: facebook.com/naoparecemaseserio

Instagram: @npmes

Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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