Cinema, Crítica de Filme

| Soldado Estrangeiro | Crítica

Em um filme que traz personagens antes, durante e depois de servir um grande exército, como a Legião Estrangeira. ‘Soldado Estrangeiro’ entrega uma boa carga dramática com muita realidade. Confira a crítica completa.

O longa que possui os diretores José Joffily e Pedro Rossi traz três pessoas com o mesmo sonho, de servir em um grande exército de uma nação estrangeira. A narrativa acompanha Bruno Silva, que quer servir na Legião Estrangeira, mas não domina o idioma francês, Marcio Wasser que já serve em uma base militar na Cisjordânia e Felipe Nascimento, que atuou na guerra do Afeganistão, busca seus direitos como ex-combatente.

São três formas de se pensar a mesma história, cada um a sua forma de fazer a diferença. O que mantém alguma singularidade entre as histórias é a forte ligação com seus familiares e de perceberem que são a chance de dias melhores pela frente.

Há uma divisão claras de atos, ainda mais quando os diretores usam citações de Dalton Trumbo, mas a forma de filmar estres três personagens é idêntica, câmera próxima e mostrando muita intimidade e cotidiano. E cada um vai contando a sua história.

Por termos três pessoas que estão em momentos de vida diferentes, e vendo o exército de formas distintas, há claramente uma mistura internacional de sensações, de formas diferentes de se avaliar a vida.

Há quem pensa em apenas melhorar a qualidade vida da família, de uma forma honesta e conseguir sair da realidade dura que vive. Há também as sensações de viver inserido em uma guerra e ter a sensação de não estar seguro durante 24 horas, mas qual o preço? E ainda temos a discussão da ‘bússola moral’ dos ex-soldados que após cumprirem suas missões.

E são nestes diferentes sentimentos, que percebemos que ‘Soldado Estrangeiro’ é plural na forma de trabalhar os soldados de formas diferentes, cada que que trocamos de personagem, há um ritmo intenso, cumprindo as ideias lançadas em tela.

‘Soldado’ também aproveita para dizer o quão forte é uma pessoa querer lutar uma guerra ou ir para uma missão que não é do seu país de origem, ou seja, lutar uma batalha que não te pertence. E como isso pode seduzir um jovem ao exército e causar traumas para uma vida toda.

Nota: 3/5

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