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| Mamãe, Mamãe, Mamãe | Crítica

Em um longa que sabe mostrar os diversos espectros na juventude, principalmente feminina. O bom filme argentino ‘Mamãe, Mamãe, Mamãe’ chega para ser exibido na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Numa manhã de verão, uma garota se afoga na piscina de sua casa. O pequeno corpo fica lá até que sua mãe o encontre. Ela deixa a outra filha, Cleo, sozinha em casa por horas. A menina fica à espera da tia, que chegará com suas primas: Leoncia, Manuela e Nerina.

O longa de Sol Berruezo Pichon-Rivière usa a tragédia para mostrar os diversos espectros de uma criança, pré adolescente e adolescente crescendo, principalmente quando essas diferentes idades interagem nas brincadeiras, diálogos e na sua própria descoberta.

Foto: Divulgação

Claro que o filme não consegue mostrar todas as crianças com igualdade ou com o mesmo tempo de tela, mas o roteiro da própria diretora faz cenas-chave para deixar claro a diferença de idade entre elas e como elas se ‘importam’ com coisas diferentes.

A forma que a diretora filme também é interessante, pois ela posiciona a câmera próximo a elas, então ficamos ali, acompanhando a narrativa e entendendo o diálogo. As meninas se mostram bem soltas nas cenas e entregam muito fidelidade nas suas cenas, seja quando estão juntas ou sozinhas.

Pelo foco ser as meninas, as adultas ficam em segundo plano, não conhecemos muito da tia que vem a casa ajudar a irmã, e a mãe que lida com um problema gigantesco, só temos um lampejo dela no final. Não que isso seja algo ruim, mas havia nesta história a chance de trabalhar outros conceitos, já que a narrativa da criança na piscina fica restrita ao primeiro ato, o restante do filme (Que é ótimo) não conversa bem com este elemento.

Foto: Divulgação

Interessante também o balanceamento de todas as narrativas presente em ‘Mamãe, Mamãe, Mamãe’, afinal são todas jornadas, jornadas diferentes com a sua importância, e não sobressair uma delas ou trazer o protagonismo de alguma trama é elogiável nessa história.

‘Mamãe, Mamãe, Mamãe’ são diferentes jornadas no mesmo filme, o que traz muita fidedignidade a história e cada uma tem seu tempo, de uma bem centrada e filmada

*Filme visto duranta a 44ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

Nota: 4/5

Contato: naoaparecemaseserio@gmail.com

Facebook: facebook.com/naoparecemaseserio

Instagram: @npmes

Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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