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| Cozinhar F*** Matar | Crítica

Em um filme confuso, com algumas cenas de caráter duvidoso, ‘Cozinhar F*** Matar’ chega para ser exibido na 44ª Mostra Internacional de Cinema. Confira a crítica completa

Em ‘Cozinhar F*** Matar’ vivemos um dia na vida de Jaroslav (Jaroslav Plesl) um filho tímido, que ganha a vida como motorista de ambulância. Ele possui um complexo relacionamento com Blanka que utiliza os três filhos como chantagem emocional para conseguir o que quer.

A diretora usa algo comum em filme de drama para dar diversas funções a este dia na vida de Jaroslav. Cada vez que começamos um novo dia na vida do protagonista imaginamos que será algo diferente, e isto não ocorre em nenhuma das escolhas. Há basicamente escolhas diferentes no dia, por onde ele irá começar, mas as personalidades dos envolvidos não são alteradas.

Foto: Divulgação

E essas escolhas de roteiro para mostrar o mesmo dia, são todas escolhas fora do padrão, que causam muito estranhamento, o filme causa este incômodo em cada saída, mas estas saídas não são lá muito criativas.

Claro que esse estranhamento prende o espectador na tela no começo, mas como ele não faz grandes mudanças, o próprio espectador começa a se dispersar, pois a mudança de atos que são os novos dias, não há uma grande transferência, ficamos querendo que o filme acabe e não que haja outro dia para ser visto.

Foto: Divulgação

As temáticas usadas para estes novos dias são o que dão nome ao filme, todas as narrativas estão voltadas ao ‘Cozinhar F*** Matar’, mas as melhores estão no começo, depois começam a ser ‘mesmo do mesmo’. Até mesmo quando se imagina o que ocorreria com Jaroslav caso ele fosse mulher neste dia, o roteiro só muda a orientação sexual, já que tudo é conforme esperamos.

O longa não é ruim tecnicamente, mas falta elementos de criatividade, já que ele consegue imprimir alguma estranheza no começo, pena que ele não se sustenta, pois há diversos exemplo na indústria cinematográfica de como trazer o ‘mesmo dia’ de outras formas mantendo o espectador na narrativa e não querendo desligar da história.

*Filme visto na 44ª Mostra Internacional de Cinema São Paulo

Nota 1/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

Facebook: facebook.com/naoparecemaseserio

Instagram: @npmes

Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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