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| Fuga de Pretória | Crítica

Confira a crítica de ‘Fuga de Pretória’, que traz boas cenas de tensão em uma fuga real geniosa.

O filme que mostra a fuga real de Tim Jenkin (Daniel Radcliffe) e Stephen Lee (Daniel Webber), dois jovens sul-africanos que lutavam contra o racismo no partido clandestino Congresso Nacional Africano (ANC) que tinha Nelson Mandela como o principal representante.

O longa não focará na luta dos dois contra o regime opressor e busca de igualdade para todos. E sim na sua fuga da prisão de Pretória, onde eles decidem escapar utilizando-se de impressionante engenhosidade, incluindo chaves de madeira projetadas para abrir dez portas de aço.

O longa de Francis Annan é sobre brancos defendendo negros e uma fuga da prisão. Claro, que o longa pende para o segundo ponto, mas há sim cenas de racismo e de discussões de posições de poder. E a forma com que ele filma estes dois pontos é bem interessante, já que coloca as cenas de fuga de uma forma e a desigualdade de outra.

Stephen Lee (Daniel Webber) e Tim Jenkin (Daniel Radcliffe) – Foto: Divulgação

Por ser uma ‘fuga’, a trama tem seus momentos de tensões espalhados pela narrativa, dando aquela sensação ao espectador que eles serão pegos em algum momento. O interessante aqui é que muitos destes momentos não há uma trilha para explorar este sentimento de angústia no espectador, algumas são feitas em total silêncio ou apenas o barulho dos passos e respiração dos atores.

Os protagonistas são bem diferentes Tim Jenkin (Daniel Radcliffe) é mais engenhoso e calmo, já Stephen Lee (Daniel Webber) é impulsivo e ansioso, esse contraponto mostrado em ‘Fuga’ dá ritmo aos diálogos e amplia as possibilidades do plano.

Para planejar algo assim, são movimentos diferentes de dia e noite, então temos que ter uma fotografia que consegue trazer bem isso, bastante luz natural nas cenas diurnas e pouca iluminação nas cenas noturnas. Isso na ajuda na construção do plano e chaves.

Tim Jenkin (Daniel Radcliffe) – Foto: Divulgação

Já que temos uma fuga engenhosa baseada em chaves, há algumas tomadas de para justamente valorizar isso, tem as tomadas que a câmera roda para simular a ‘chave’ girando, além de mostrar as engrenagens se ‘mexendo’ aos interagir com os itens produzidos por Tim.  

‘Fuga de Pretória’ não é um ‘filme fuga’ que destoa dos outros, mas é uma boa história, bem construída e fluída. As cenas de tensão esperadas para um filme deste tipo são diferentes e o diretor soube usar as chaves como quase um dos personagens.

Nota: 3/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

Facebook: facebook.com/naoparecemaseserio

Instagram: @npmes

Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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