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| Volume Morto | Crítica

Confira a crítica de Volume Morto, longa que com apenas uma locação e 4 atores traz uma atmosfera de suspense inimaginável.

A professora de inglês Thamara (Fernanda Vasconcellos) quer conversar com os pais de aluno que foi apelidado como ‘Volume Morto’ por não emitir nenhum som. Quando a mãe Luiza (Júlia Rabello) e Roberto (Daniel Infantini) chegam para a reunião, algo que parecia simples acaba tomando outros caminhos.

O diretor Kauê Telloli (Eu Nunca) faz um filme carregado de enquadramentos perfeitos, para deixar que o longa e seus atores falem pelo filme, gerando polêmicas durante toda a narrativa, já que algumas escolhas de roteiro podem causar algum espanto aos espectadores, principalmente as não usuais.

O longa se passa no mesmo local, a escola onde a criança estuda. Para dar ainda mais um ar de escola, o filme tem muita iluminação natural pelas janelas enormes abertas e lâmpadas frias. Quando se percebe este cuidado até na direção de arte, sabemos que ‘Volume Morto’ não é um filme qualquer de escola.

Cena de ‘Volume Morto’ – Foto: Divulgação Labuta Filmes

Começamos sabendo pouco da história ou da criança se preferir quando o filme começa, já que na cena 01 a reunião de pais acaba de começar. Vamos sabendo da história de Guilherme (Gugu, em alguns momentos) conforme a professora conta para os pais por que os chamou na escola.

O roteiro faz escolhas duras nas reações dos pais e professora, para justamente gerar discussões de certo e errado, de como tratar uma criança e até mesmo o bullying, mas o que destaca este filme de parecidos é justamente a subjetividade que permeia a história.

Kauê traz problemas que até podem estar em uma escola, como abuso infantil, professores agressivos e agressão feminina. O diretor aborda tudo isso que foi citado em uma única história, como se tudo estivesse errado, como se ninguém estivesse certo. A mãe, o pai e a professora erram em alguns momentos para justamente dar luz a estes temas. Essas transformações dos personagens é o suficiente para prender qualquer um na cadeira.

Cena de ‘Volume Morto’ – Foto: Divulgação Labuta Filmes

Reflexão pós sessão é algo difícil de não se imaginar ao ver ‘Volume Morto’, eu que vos escrevo sou professor, então a vontade discutir esse filme na sala dos professores, para justamente discutir o que é certo e errado chega a doer.

O longa será exibido em alguns cinemas drive in antes de chegar aos serviços de streaming, mas quando chegar, assista-o.

Nota: 4/5

Contato: Naoparecemaseserio@gmail.com

Facebook: facebook.com/naoparecemaseserio

Instagram: @npmes

Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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