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| Tudo Pela Arte | Crítica

Confira a crítica de ‘Tudo pela Arte’ que busca discutir até onde alguém pode ir pelo reconhecimento profissional.

O charmoso e ambicioso crítico de arte James Figueras (Claes Bang) que passa seus dias dando aulas de arte para turistas em Milão. Sua única chance de uma vida mais interessante é a enigmática Berenice Hollis (Elizabeth Debicki). Uma oportunidade aparece quando ele é contratado pelo art dealer Joseph Cassidy (Mick Jagger) onde ele deve entrevistar e conhecer a última obra do lendário artista Jerome Debney (Donald Sunderland).

Todo mundo conhece alguém que tem um bom emprego, mas não ‘decolou’. Este é o estereótipo que vemos em James, ele é conhecido por ser crítico de arte, mas é pequeno. Ele vê na oportunidade de Cassidy em finalmente ser conhecido por seu trabalho, o longa discutirá justamente isso, até onde ele irá para isso.

James Figueras (Claes Bang) e Berenice Hollis (Elizabeth Debicki) em cena. Foto: Divulgação – M2 Comunicação

As cenas de James são a porta de entrada para discussões como ambição, desejo e carreira, isso é balanceado por suas cenas com Berenice, onde com ela, ele fala de outras coisas, mas desabafa cada vez que percebe que deu um passo errado ou que não conseguirá entrevista.

O ritmo de ‘Tudo pela Arte’ varia de acordo com a parte do filme, no começo ele é bem lento, para dar tempo ao espectador conhecer o casal e conforme avançamos ele fica frenético, em um efeito bola de neve (Que tem lá seus problemas) deixando alguns pontos em aberto.

James Figueras (Claes Bang) e Berenice Hollis (Elizabeth Debicki) em cena. Foto: Divulgação – M2 Comunicação

Essa discussão de ascensão é o melhor em ‘Tudo pela Arte’, James é um cara comum, com um emprego comum, mas quando a chance aparece, ele fará de tudo para conseguir. O que leva a cenas questionáveis, que poderia levar a história a pontos diferentes e destacar o filme, mas a criatividade do começo vai aos poucos se perdendo.

 O fato justamente do longa não trabalhar as consequências dos atos do protagonista deixa um sabor amargo ao final do filme, porque é claro deixa claro que havia a criatividade necessária para isso. Pelo menos tem um ‘meio de filme’ acima da média.

Nota 3/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

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Instagram: @npmes

Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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