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| Disforia | Crítica

Confira a crítica de Disforia

Disforria

 

Dário (Rafael Sieg) é um psicólogo infantil que está sem um tempo ser exercer sua atividade, por isso ele recebe o caso de Sofia (Isabella Lima), mas logo na primeira entendemos que o que ocorreu em sua vida foi algo traumático, pois sua esposa Silvia (Juliana Wolkmer) está internada em uma clínica de recuperação, sem falar e sem interagir com o seu redor.

Temos aqui um filme ‘desconfortável’, pois as relações paciente e psicólogo gera diversos desconfortos, cenas que o diretor Lucas Cassales usa para deixar a categoria ‘thriller psicológico’ clara, o filme até tem elementos de horror. Mas a atmosfera densa cheia de simbolismo permeia o filme todo.

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Cena de ‘Disforia’ – Foto: Divulgação

Essa instabilidade fica centrada em Dario, pois ele é que se encontra com o desconhecido a cada cena, ou melhor a cada interação dele com outro personagem. O principal problema nisso é que ele começa a levantar perguntas, dúvidas e informações. Que só serão resolvidas nos últimos atos. Então tenha calma.

O diretor faz também uma separação interessante entre os personagens, cada um vez mexe com as emoções do protagonista, e essas variações são a tônica por todo o filme, pode até ser tedioso se não for bem feito, pra nossa sorte é que temos ótimas cenas, com arcos densos e uma fotografia que ajuda a deixar claro quando é uma alucinação ou real.

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Cena de ‘Disforia’ – Foto: Divulgação

Rafael Sieg (Alaska) faz uma construção de personagem que vai além do esperado, com ótimas cenas e consegue trazer muita força aos processos pós traumáticos que ele passou na vida adulta. E como Sofia é apenas um gatilho para trazer tudo à tona.

E o final (Sem spoilers) mostra como o corpo humano reage a tudo isso, que os traumas afetam cada pessoa de uma forma diferente. E às vezes, é um fardo pesado demais para carregar.

Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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