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| A Guerra de Anna | Crítica

Confira a crítica de ‘A Guerra de Anna’

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Guerra e segregação social são elementos que mudam uma sociedade, fazendo com as pessoas façam de tudo para sobreviver, mas quando você é uma criança e tem que sobreviver a tudo isso em mundo nazista? E a história de Anna.

Anna (Marta Kozlova) é a única sobrevivente de um ataque brutal a sua família, sua mãe consegue por um milagre consegue protegê-la. Os soldados enterram a família, e a pequena criança renasce ali em meio a brutalidade. Ela até recebe ajuda ao ser resgatada, mas ao perceber que pode voltar aos nazistas que mataram sua família e ela se refugia em uma casa pouco usada, mais precisamente na lareira dessa casa.

O filme de  Aleksey Fedorchenko irá abordar a guerra, mas sem mostrar a parte da guerra. Eu explico, não é um filme de guerra e sim um filme da vida de Anna nesta casa. O cenário continua desolador, mas é pelo olhar da protagonista na casa que iremos ver a história. Inclusive a câmera estará sempre próxima para nos lembrar disso.

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Cena de ‘A Guerra de Ana’ – Foto: Divulgação – A2 Filmes

Essa proximidade da câmera traz um sentimento de claustrofobia as cenas na lareira, os planos só ficam ‘maiores’ quando Ana sai a noite do esconderijo para buscar comida e água. Estas cenas são com certeza são as mais cruéis, fazer uma criança ter que aprender buscar água de plantas ou da chuva que cai das frestas da chaminé, só mostra o quão desolador é o mundo nessa época.

A casa se torna seu refúgio, ainda tem um problema, ela é usada por comandantes na parte da manhã, o que faz com ela precise ficar escondida e em silêncio boa parte do tempo. E novamente os planos bem próximos ao rosto da atriz ajudam a deixar a situação ainda mais angustiante.

Por mais que Anna se mostre que tem uma personalidade forte, ela tem cenas que lembram que ela ainda é uma criança que um dia para noite teve sua vida mudada para sempre. Essa falta de base e afeto humano molda seu jeito de ver a vida. Além daquele lembrete que a vida muitas vezes é injusta.

A busca pelo básico e como Anna os consegue é avassalador, mas são cenas necessárias, já que temos que sempre lembrar que pessoas, tiveram uma história como parecida com a protagonista. O que difere aqui é não temos uma cena de batalha. A guerra de Ana é pela sobrevivência não contra um grupo de soldados.

O resultado traz um drama duro, mas ele não tem exageros ou cenas fora de eixo. Ele consegue ser trazer uma trama real, até deixando em dúvida quanto tempo se passou enquanto Anna ficou nessa casa, o diretor teve esse cuidado de confundir o espectador para dar ainda peso ao enclausuramento forçado.

Nota: 4/5

Saldo: Filme seríssimo

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

Facebook: facebook.com/naoparecemaseserio

Instagram: @npmes

Bruno Simioni Cunha Ver tudo

Biólogo, estudante de jornalismo, cinéfilo e nerd que adora dividir conhecimento

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