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| A Divisão | Crítica

Confira a crítica de A Divisão



Na década de 90, o Rio de Janeiro encarou uma onda de sequestros que virou notícia no mundo inteiro e aterrorizou os moradores da cidade. Para acabar com essa epidemia, as forças de segurança convocam Mendonça (Silvio Guindane) e Santiago (Erom Cordeiro), um delegado com fama de genocida e um agente corrupto, para salvar a cidade dos bandidos e até da polícia.

O filme faz parte dos projetos da Globo e Globoplay de trazer as séries para o cinema com um novo corte e outra linguagem, o que ocorreu recentemente com ‘Carcereiros’ que depois de temporadas elogiadas ganhou uma história inédita para os cinemas, mas em ‘A Divisão’, isso não ocorre, temos aqui uma narrativa bem semelhante do que apresentado na série.

Não temos então uma novidade para quem já conhece o produto, mas o filme dirigido por Vicente Amorim (Motorrad) possui algumas particularidades que precisam ser realçadas, mesmo que aqui temos aquela velha história que tem dado resultado nos cinemas, como polícia invadindo o morro para derrubar bandidos, aqui os problemas não são as drogas, são os sequestros.

Cena de ‘A Divisão’
Foto: Downtown Filmes / Carlos Fofinho

O sequestro aqui é tratado como negócio e se percebe durante a narrativa bem amarrada todo o embasamento real da história, aqui não temos um herói contra um vilão, temos dois lados quebrados, seres humanos com falhas que tentam acertar de alguma forma, claro que algumas formas estão longe da ‘lei e da ordem’.

A fotografia de Gustavo Habda (O Grande Circo Místico) é algo que foge muito dos estereótipos, não temos em nenhum o uso das paisagens da cidade maravilhosa, com um lindo céu ou pôr do sol em tons de vermelho e laranja, temos aqui uma atmosfera ‘suja’ de como este tipo de trabalho pode ‘tirar a cor’ das pessoas, e isso aliados a takes bem fechados, atores e atrizes visivelmente cansados (até com pequenas manchas de suor), mostra pontos pouco abordados no cinema nacional.

A narrativa gira entorno de um caso de sequestro, que até consegue sustentar narrativa inteira, pois tem reviravoltas bem conscientes, pena que nos atos finais há pequenos exageros que diminuem a qualidade do filme.

Cena de ‘A Divisão’

Foto: Downtown Filmes / Carlos Fofinho


O filme tem a figura centrada em seus protagonistas masculinos já citados, com diversos excessos de masculinidade e testosterona, Natália Lage (O Doutrinador) é única mulher que tem algum tempo de tela interessante, mas ela fica mais restrita a um papel secundário, que no início do filme não dá essa sensação ao espectador.

‘A Divisão’ não é um grande filme nacional que se destaca com facilidade, mas não temos aqui um filme que fará você perder tempo no cinema, ele tem seus momentos interessantes, principalmente pela fotografia.

Nota: 3/5

Saldo: Filme que começa bem, mas vai se perdendo aos poucos.

Instagram: @npmes

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