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| Bacurau | Crítica

Confira a crítica de Bacurau


O cinema nacional possui uma boas produções de longas metragens, porém o sucesso de bilheteria, público e crítica especializada continuando vindo dos filmes de comédia, mas todo ano há o filme que sai dessa maré e traz uma narrativa que submerge o espectador em uma bela história, um deste filmes neste ano com certeza é Bacurau de Kléber Mendonça Filho e Juliano Dornelles.

Depois de vencer na categoria principal de Cannes, o longa que mistura elementos como western (faroeste), ficção científica e suspense chega aos cinemas brasileiros. Neste filme somos apresentados a Bacurau, uma pequena cidade do interior do nordeste que possui uma vida simples e pacata, até que forasteiros mudam a rotina do local.

O filme é uma ótima mistura de gêneros, com mudanças de atos que fazem essa transição de tramas com maestria, por exemplo, o filme começa sobre uma cidade com uma vila pacata com nada fora do lugar, até que um elemento aparece em meio a história.

Bacurau é diverso, colorido e dramático quando necessário e com excelentes atuações, os nossos destaques são para Sônia Braga (Domingas) que trabalha novamente com os diretores pós Aquarius (2016) e ela entrega uma personagem impecável com arcos dramáticos que exploram toda sua capacidade.

Outro ator que faz um trabalho acima da média é o alemão Udo Kier (Michael), sua participação no filme é primordial, afinal os eventos do filme ocorrem também por suas ações, o roteiro dos diretores soube não só trabalhar o bom ator, mas usa sua presença de uma que dá ritmo a história.
O longa também utiliza cenas para falar da política brasileira, não para criticar A ou B, mas para mostrar como é realidade de locais como Bacurau e como situações (Exceto as de ficção científica, obviamente) ocorrem com naturalidade nestes locais.

A história é eletrizante, e como temos personagens diversos que passam por situações violentas, todos reagem da sua forma e como mudar de opinião quando ocorre; Os bons podem ser tornar maus, violência pode ser sim respondida com violência quando necessário e a união pode ser mais forte e intensa em momentos de stress.

Bacurau será um dos destaques nacionais de 2019, por justamente contar uma boa história, balancear as diversas subtramas, ótimas atuações e um roteiro e direção excelentes.

Nota: 5/5.

Saldo: Filme sério, com assunto sério. Se tem uma coisa que esse filme tem é seriedade.

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| Bacurau | Filme nacional que estará em Cannes ganha trailer

Longa nacional concorre à Palma de Ouro no Festival de Cannes, Bacurau, ganha seu primeiro trailer


Antes de sua première mundial no Festival de Cannes, “Bacurau”, escrito e dirigido por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, ganha o primeiro teaser (Abaixo). A sessão de gala na competição oficial do festival francês será na próxima quarta, dia 15 de maio, às 22h, no Théâtre Lumière, com a presença dos diretores, da produtora  Emilie Lesclaux, e de vários nome da equipe e do elenco:  Karine Teles, Bárbara Colen, Udo Kier, Thomás Aquino, Alli Willow e Silvero Pereira.


Na descrição de seus diretores, “Bacurau é um filme de aventura ambientado no Brasil ‘daqui a alguns anos’”. O longa foi rodado no Sertão do Seridó, divisa do Rio Grande do Norte com a Paraíba, exatamente um ano atrás. As locações foram encontradas depois da equipe percorrer mais de dez mil quilômetros em Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. As filmagens duraram dois meses e três dias, com uma equipe de 150 pessoas. As cidades de Parelhas e Acari serviram de base para a produção.   

Depois do sucesso internacional de “Aquarius” (2016), que também teve sua estreia mundial na principal mostra do Festival de Cannes há 3 anos atrás, “Bacurau” é a segunda coprodução entre a CinemaScopio do Recife (“O Som ao Redor”, “Aquarius”) e a SBS em Paris (“Synonymes”, de Navad Lapid, vencedor do urso de ouro em Berlim, “Elle”, de Paul Verhoeven, “Mapas Para as Estrelas”, de David Cronenberg). “Bacurau” tambémé uma coprodução com a Globo Filmes, Simio Filmes, Arte France Cinema, Telecine e Canal Brasil. O lançamento nos cinemas brasileiros pela Vitrine Filmes (que também distribuiu “O Som ao Redor” e “Aquarius”) será no segundo semestre. 

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| Bacurau | Filme nacional estará no Festival de Cannes

Bacurau, filme nacional de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles estará em Cannes representando o Brasil


Kleber Mendonça Filho está de volta à Seleção Oficial competitiva do Festival de Cannes (14 a 25 de maio) com seu terceiro longa-metragem “Bacurau”, desta vez coescrito e codirigido por Juliano Dornelles. Na descrição de seus diretores, “Bacurau é um filme de aventura ambientado no Brasil “daqui a alguns anos”. Assim como ocorreu com seu longa anterior “Aquarius” em 2016, “Bacurau” terá sua estreia mundial na principal mostra do festival francês. O lançamento de “Bacurau” nos cinemas brasileiros pela Vitrine Filmes (que também distribuiu “O Som ao Redor” e “Aquarius”) será no segundo semestre. 
Depois dos dez meses de montagem no Recife, Juliano Dornelles e Kleber Mendonça Filho estão em Paris trabalhando na pós-produção de “Bacurau”, que envolve imagem e mixagem final de som. Esse trabalho vem sendo realizado desde o início do mês de abril e ainda irá durar duas semanas até a cópia final. O filme é uma coprodução Brasil-França.
“Bacurau” foi rodado no Sertão do Seridó, divisa do Rio Grande do Norte com a Paraíba, exatamente um ano atrás. As locações foram encontradas depois de a equipe percorrer mais de dez mil quilômetros em Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. As filmagens duraram dois meses e três dias, com uma equipe de 150 pessoas. As cidades de Parelhas e Acari serviram de base para a produção.   
Sobre o filme, Juliano Dornelles diz: “Bacurau é um projeto que vem sendo desenvolvido desde 2009, quando era só uma ideia, até ser filmado em 2018. Enquanto o roteiro se transformava, o país e nosso cotidiano também. Estrear em Cannes nesse ano de 2019 é dar um lugar de respeito ao Brasil, seu cinema e sua cultura.”
Para Kleber Mendonça Filho, “Esse é um trabalho de anos, feito com os colaboradores próximos de sempre e alguns outros novos. Creio que esse filme é o resultado da nossa relação com os filmes e as pessoas que amamos e que nos formaram, com Pernambuco, com o Brasil e com o mundo. E incrível poder voltar a exibir um filme no Palais em Cannes, três anos depois daquele momento sensacional com Aquarius!”.
Ele continua: “Gostaria de mandar abraço especial para os moradores de Parelhas, Acari e, principalmente, à comunidade de Barra, onde fizemos Bacurau. Os quatro meses de trabalho lá com preparação e filmagem confirmaram o que já sei há tantos anos: o trabalho com a cultura nos fortalece, nos legitima. Como foi importante ter podido compartilhar essa experiência de trabalho com tanta gente”.
Depois do sucesso internacional de “Aquarius” (2016), “Bacurau” é a segunda coprodução entre a CinemaScopio do Recife (“O Som ao Redor”, “Aquarius”) e a SBS em Paris (“Synonymes”, de Navad Lapid, vencedor do urso de ouro em Berlim, “Elle”, de Paul Verhoeven, “Mapas Para as Estrelas”, de David Cronenberg). “Bacurau” também é uma coprodução com a Globo Filmes, Simio Filmes, Arte France Cinema, Telecine e Canal Brasil.
Sonia Braga (“Dona Flor e Seus Dois Maridos”, “O Beijo da Mulher Aranha”, “Aquarius”), o alemão Udo Kier (“Suspiria”, “Berlin Alexanderplatz”, “Garotos de Programa, Melancolia”) e Karine Teles (“Que Horas Ela Volta?”, “Benzinho”) fazem parte de um elenco composto por dezenas de atores, como Barbara Colen (“Aquarius”), Silvero Pereira, Thomas Aquino, Antonio Saboia, Rubens Santos e Lia de Itamaracá.
Juliano Dornelles e Kleber Mendonça Filho colaboraram nos curtas metragens premiados no Brasil e exterior “Eletrodoméstica” (2005) e “Recife Frio” (2009), e nos longas também aclamados internacionalmente “O Som ao Redor” (2012) e “Aquarius” (2016), filmes dirigidos por Kleber e com direção de arte de Juliano. Na equipe de “Bacurau” a parceria estabelecida em “O Som ao Redor” e “Aquarius” também se repete na fotografia, assinada por Pedro Sotero, no som de Nicolas Hallet e na direção de arte de Thales Junqueira.
Produzido por Emilie Lesclaux, Said Ben Said e Michel Merkt, tem patrocínio da Petrobras, Fundo Setorial do Audiovisual, Funcultura (Governo de Pernambuco) e do CNC (Centre National de la Cinematographie, France).