O terceiro filme da franquia aposta em um novo casal, situações divertidas e o retorno de Tony Ramos e Glória Pires para renovar a fórmula da troca de corpos.
Dizem que um raio não cai 2 vezes num mesmo lugar. No caso da família de Cláudio e Helena, isso está longe de ser uma realidade. Não se contentando em cair 2 vezes na mesma casa, o raio caiu pela terceira vez atingindo em cheio a filha do casal, Bia, e seu marido Aquiles, que em meio a uma crise no casamento, trocam de corpos entre si da mesma forma que seus pais 20 anos atrás.
Seria de se esperar que um roteiro repetido no terceiro filme da franquia pudesse cair na monotonia, mas isso não acontece, pelo contrário, o novo episódio traz boas atualizações.
A começar pelo contexto atual, em que Bia e Aquiles, vividos por Cléo Pires e Rafael Infante, são bem diferentes de Cláudio (Tony Ramos) e Helena (Glória Pires). Bia é mãe da adolescente Maria Clara (Valentina Daniel) e chef de cozinha que dirige um restaurante buscando o reconhecimento dos críticos, enquanto Aquiles vive em meio à natureza, praticando esportes de aventura e atua como guia turístico. Ao trocarem suas identidades, eles compartilham a situação com a filha, estendendo o problema do casal a um nível familiar. Cláudio e Helena também são envolvidos como conselheiros à distância, já que estão curtindo uma segunda lua de mel na China.
À semelhança dos primeiros filmes, Bia e Aquiles se empenham em cumprir o papel um do outro em seus trabalhos, interagindo com os colegas, e se envolvendo com os desafios de cada trabalho, além de enfrentarem uma gravidez inesperada de Bia.
Os papéis trocados trazem uma boa atuação de Rafael Infante na pele de Aquiles, entregando um personagem bem construído, que proporciona momentos bem divertidos. Cléo inicia sua transformação de forma mais discreta, mas cresce no desenvolvimento da trama, demonstrando que o casal tem uma boa interação e empatia entre si.
Além dos personagens centrais, outros que merecem destaque são a vizinha vivida por Rosi Campos e o maître do restaurante de Bia, Pierre, interpretado por Paulo Rocha, que finge ser francês para impressionar os clientes. Ambas as atuações rendem bons momentos de humor.
Com roteiro de Leandro Soares e direção de Anita Barbosa, a trama cumpre seu papel de divertir, trazer reflexões sobre vários temas pessoais e familiares e promete agradar os fãs dos primeiros filmes.
Embora Cléo e Rafael demonstrem uma boa química e estejam ótimos no filme, Tony e Glória roubam a cena nas poucas participações na história, mostrando porque Cláudio e Helena se tornaram um dos casais mais amados do cinema brasileiro.
Nota: 4/5
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