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Mostra Travessias | Filmes chegam ao Itaú Cultural Play

A seleção reúne cinco filmes, entre ficções, documentários e trabalhos experimentais.

Ainda escuto o céu embaixo d’água (2024), dirigido por Alice Lovelace, Kalina Flor, Lua de Kendra, Morgana Neves e Samantha de Araújo

A plataforma Itaú Cultural Play (IC Play) estreia no dia 18 de setembro (sexta-feira) a mostra Travessias, com filmes realizados por pessoas trans e travestis de diferentes regiões do Brasil. Com curadoria de Alice Muniz, presidente da Associação de Profissionais Trans do Audiovisual (APTA), a seleção apresenta a diversidade territorial da produção audiovisual LGBT+, em cinco filmes que propõem a ideia de travessia como um movimento contínuo, atravessado por desigualdades sociais, relações de pertencimento e formas de resistência.

A mostra reúne, em documentários, ficções e trabalhos experimentais, produções dos estados de Alagoas, Pará, Rio Grande do Norte e São Paulo. A proposta é ampliar o olhar sobre a produção trans para além dos grandes centros do audiovisual brasileiro. 

O acesso à Itaú Cultural Play é gratuito, disponível em itauculturalplay.com.br, nas smart TVs da Samsung, LG, Android TV e Apple TV, nos aplicativos para dispositivos móveis (Android e iOS) e Chromecast. Parte do conteúdo da IC Play também está disponível nas plataformas Claro TV+, SKY+ e Watch Brasil.

Em cartaz

Um dos filmes da seleção é o curta paulista Ela & Elu (2025), de Icá Iuori, um romance ambientado no encontro entre uma estudante introvertida e uma pessoa não-binária. A partir da relação entre os dois jovens, aborda as temáticas família, sexualidade, afeto e existência, questionando convenções heteronormativas e papéis de gênero.

De Alagoas, Ainda escuto o céu embaixo d’água (2024), dirigido por Alice Lovelace, Kalina Flor, Lua de Kendra, Morgana Neves e Samantha de Araújo, acompanha Samantha, uma jovem travesti que já não consegue sonhar e passa a observar, à distância, a diversão de suas amigas no Bar da Ana. O documentário constrói uma narrativa sobre desejo, cotidiano e os espaços de convivência.

Produzido no Pará, Mururé (2024), de Gabriela Luz, acompanha uma pessoa trans que vive em um ambiente familiar hostil e encontra a coragem para enfrentar o pai em forças espirituais da Amazônia. O curta incorpora elementos da cultura amazônica, como a boiuna e a flor de mururé, em uma narrativa que articula identidade, pertencimento, resistência e maternidade. O filme recebeu Menção Honrosa em Direção de Fotografia no Festival Ruídos Queer, e integrou a programação de festivais em diferentes estados brasileiros.

Na mostra, o Rio Grande do Norte é representado por Pupá (2024), documentário dirigido por Osani sobre uma moradora de Acari que divide seu cotidiano entre trabalhos domésticos, ofício de cambista e produção de lambedores, xaropes caseiros. Nas serestas, forrós, rios e açudes, ela encontra espaços para exercer sua autonomia e reafirmar o direito de viver livremente. O filme foi eleito Melhor Filme pelo júri oficial do 11º Festival Nacional de Cinema Ambiental do Espírito Santo (Cine.Ema).

A seleção fecha com Perifericu (2020), de Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira. Ambientado no extremo sul de São Paulo, o drama acompanha Luz e Denise, duas mulheres cujos corpos dissidentes desafiam a hegemonia da cisgeneridade. Entre a noite paulistana, o amor, a fé e os sonhos, o filme aborda as relações entre território e realidade social. Vencedor do prêmio de Melhor Curta pelo público no 27º Festival Mix Brasil, a produção também incorpora o Pajubá, dialeto historicamente utilizado por travestis e mulheres trans como forma de resistência e segurança.

SERVIÇO:

Mostra Travessias

A partir de 18 de setembro (sexta-feira)

Na Itaú Cultural Play: www.itauculturalplay.com.br 

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