Cinema, Crítica de Filme

O Mandaloriano e o Grogu | Crítica

O retorno de Star Wars aos cinemas aposta menos na grandiosidade e mais na conexão entre seus protagonistas. 

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É claro que apenas no universo Star Wars um homem que nunca tira o capacete e um pequeno ser verde de orelhas pontudas fariam tanto sucesso. O Mandaloriano e Grogu, ou Baby Yoda, para os mais íntimos, formam uma das duplas mais queridas pelo público desde o lançamento de The Mandalorian, em 2019, no Disney+. Talvez por isso, após sete anos sem um novo longa da franquia nos cinemas, um filme centrado na dupla tenha sido escolhido para marcar o retorno de Star Wars às telonas.

Dirigido por Jon Favreau, “O Mandaloriano e Grogu” continua a história exatamente do ponto em que a terceira temporada da série terminou. Ambientado pouco tempo após a queda do Império, o filme acompanha os esforços da Nova República para estabelecer as bases de um novo governo inspirado nos ideais da Rebelião. Em meio a esse cenário, Din Djarin (Pedro Pascal), ao lado de seu aprendiz Grogu, aceita uma nova missão: resgatar Rotta, o Hutt (Jeremy Allen White), filho do lendário Jabba, que vive como gladiador prisioneiro em outro planeta. Em troca, o caçador de recompensas receberá informações sobre um misterioso senhor da guerra imperial.

Além dos excelentes efeitos visuais e da trilha sonora empolgante, marcas registradas do universo criado por George Lucas, o roteiro de Favreau e Dave Filoni aposta em uma narrativa linear e bastante acessível. Os acontecimentos são bem distribuídos ao longo da trama, facilitando a compreensão até mesmo para quem não acompanha a saga com frequência.

Grogu é, sem dúvida, o maior acerto da produção. O personagem deixa de ser apenas o alívio cômico fofo com poderes misteriosos para assumir uma posição central dentro da história. Mais do que arrancar risadas e momentos carismáticos, o pequeno aprendiz demonstra personalidade, liderança e influência direta nos rumos da aventura.

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Pascal também entrega uma atuação segura como Din Djarin. Mesmo sem um arco pessoal mais aprofundado, o ator consegue transmitir humanidade e emoção por trás da armadura do Mandaloriano. Ainda assim, quem espera conhecer mais da vida íntima do personagem ou acompanhar algum desenvolvimento afetivo pode acabar se frustrando, já que o filme pouco explora esse lado do protagonista.

A escolha dos Gêmeos Hutt como antagonistas também funciona bem dentro da proposta do longa. Embora sejam vilões relativamente previsíveis, existe um certo charme na forma como suas ações movimentam os conflitos e conduzem os acontecimentos da história.

Assistir a trama pode proporcionar experiências diferentes para cada espectador. Para os fãs mais antigos, o longa talvez divida opiniões e expectativas. Já para quem deseja iniciar uma aventura no universo Star Wars, o filme funciona como uma porta de entrada acessível, divertida e visualmente envolvente para uma das franquias mais populares da cultura pop.

Nota: 5/5

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