Cinema, Crítica de Filme

O Gênio do Crime | Crítica

A clássica disputa pelas figurinhas raras vira ponto de partida para uma aventura divertida e nostálgica. 

(Foto: Fabio Braga/Pivô Audiovisual) DIVULGAÇÃO.

Já é um desafio adaptar um clássico da literatura para o cinema. O desafio se torna ainda maior quando a obra em questão é O Gênio do Crime, lançado em 1969, primeiro livro de João Carlos Marinho e considerado uma das maiores referências da literatura infantojuvenil brasileira. O livro, que inaugurou a famosa “Turma do Gordo”, permanece como sucesso editorial há mais de quatro décadas.

Na história original, seu Tomé é proprietário de uma fábrica de figurinhas de futebol. Algumas são fáceis de encontrar, enquanto outras, mais raras, garantem prêmios valiosos para quem completa o álbum. O problema começa quando uma fábrica clandestina passa a produzir e vender justamente as figurinhas difíceis, aumentando rapidamente o número de vencedores e colocando o negócio de seu Tomé em risco. É então que Edmundo, Pituca, Bolachão e, posteriormente, Berenice entram em cena para investigar o caso, descobrindo que a operação criminosa é liderada por um verdadeiro gênio do crime.

Em pleno 2026, ano de Copa do Mundo, a trama envolvendo álbuns de figurinhas continua extremamente atual, e o novo filme dirigido por André Felipe Binder entende muito bem como atualizar esse universo para as novas gerações.

Francisco Galvão, Samuel Estevam, Bella Alelaf e Breno Kaneto interpretam João, Edmundo, Berenice e Pituca, formando a nova versão da Turma do Gordo. Liderados por João, o grupo tenta descobrir quem está por trás da falsificação da figurinha rara do jogador Vinícius Júnior, atacante do Real Madrid e da Seleção Brasileira.

(Foto: Fabio Braga/Pivô Audiovisual) DIVULGAÇÃO.

O elenco juvenil demonstra um ótimo entrosamento em cena e transmite a sensação de um grupo realmente unido pelo mesmo objetivo. Francisco Galvão consegue representar bem o espírito de liderança do Gordo; Samuel Estevam entrega uma atuação segura e madura; Breno Kaneto se destaca pelo carisma e pelos momentos mais divertidos; enquanto Bella Alelaf traz equilíbrio e personalidade para o grupo.

Para completar o elenco, Marcos Veras interpreta o excêntrico detetive Mister Mistério, Douglas Silva vive o treinador Caíque e Ailton Graça assume o papel do dono da fábrica de figurinhas.

O roteiro de Ana Reber propõe uma releitura respeitosa da obra original, preservando os elementos mais importantes da história enquanto atualiza aquilo que já não funciona tão bem nos dias atuais. O filme ainda reserva um plot twist previsível para os espectadores mais atentos, mas que funciona dentro da proposta infantojuvenil da narrativa.

Entre mistério, humor e futebol, “O Gênio do Crime” atualiza um clássico da literatura brasileira sem perder o espírito aventureiro que conquistou diferentes gerações ao longo dos anos.

Nota: 3/5

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