A História da Minha Mulher é complexo e cansativo, além de se estender por mais tempo do que deveria. Confira a crítica completa.

Dirigido por Ildikó Enyedi (Corpo e Alma), o filme é uma adaptação do livro homônimo, que conta a história do capitão de um navio, Jakob Störr (Gijs Naber), que decide se casar com a primeira mulher que entrar em uma cafeteria que ele está, após receber um conselho que suas dores passariam quando ele tivesse uma esposa.
Para sua sorte, (ou azar como veremos posteriormente), Lizzy (Léa Seydoux) aceita sua proposta e rapidamente se casam, e a partir daí o filme é dividido em 7 partes, sendo chamadas de “lições” que o marinheiro aprendeu nos anos em que esteve casado com essa francesa misteriosa.
O longa tem 2 horas e 49 minutos, que passam lentamente devido a falta de algo realmente notório e emocionante. A história que acompanhamos chega a se parecer com um jogo de gato e rato, onde vemos as suspeitas da infidelidade tomando conta da sanidade de Jakob, e Lizzy usando de sua falsa inocência para se aproveitar do marido, e o jogo de sedução entre eles.
Assim como em Dom Casmurro, vemos apenas o ponto de vista de um personagem que acredita estar sendo traído, Jakob, fazendo nossa percepção sobre aquilo ser tendenciosa. Mesmo que muito suspeito, nada realmente comprova que Lizzy o traia, mesmo quando o investigador a perseguia.

A fotografia é excelente, sempre focando no ponto certo, como se realmente estivessemos vendo o cenário do ponto de vista de uma pessoa, e fazendo um jogo de luz inteligente para demonstrar a intensidade da cena. Os atores são bons, premiados, mas que acabam ofuscados pela trama mal executada.
Nada realmente acontece no meio do filme, deixando as pequenas ações para o início e o fim. A roteirização e a execução desta produção precisariam ter encaixado melhor as partes importantes do filme, cortando as cenas sem sentido e sem nenhuma real relevância para a história, que deixariam o filme mais atraente e impactante para o telespectador.
No fim, ao descobrirmos os destinos de ambos, como alucinações em alguns momentos, nos fazendo questionar até que ponto tudo o que vimos ao longo do filme foi real, ou fruto da imaginação de um personagem mentalmente instável.
Em resumo, este é um filme longo, de certa forma até massante, que tenta trazer uma história emocionante e comovente, com reviravoltas e suspense psicológico, mas no fim, isto não acontece.
Nota: 2/5
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