Cinema, Crítica de Filme

Emily | Crítica

Emily traz a mulher por trás da obra para a telona, com um filme com diversas camadas e Emma Mackey estonteante. Confira a crítica completa.

O Morro dos Ventos Uivantes é uma obra literária primordial, livro que todos deveriam ler em algum momento da vida. Emily Brontë lançou apenas este livro, que se tornou clássico, ela morreu com apenas 30 anos, de pneumonia.

O longa escrito e dirigido por Frances O’Connor traz a história de Emily e não da escritora, o livro aqui é um resultado e um elemento para os atos finais. Aqui, a narrativa é para conhecermos a história dela, e principalmente as interações que ela tem com família, trabalho e amores.

A história foca na juventude de Emily (Emma Mackey) enfatizando suas diferenças com as irmãs e o pai, como a ‘estranha no ninho’. E o roteiro traz isso com lentidão em alguns momentos e intensidade em outros, aliado principalmente a grande atuação de Emma que tem que lidar com as diversas camadas que a história apresenta a cada novo ato. 

E aliado a essas trocas, temos um filme de época, com todos os cuidados e detalhes que são necessários para a imersão do espectador na trama, seja nos figurinos e cenários que fazem alusão aos morros de suas histórias.

Mesmo sendo um filme centrado na parte histórica, ele tem na jornada de Emily diversos acertos, como ela não se encontrar no mundo e os preconceitos da mulher que pode ser apenas professora e dona de casa, não podendo ser nada além. E é claro, ter sua vida amorosa sendo controlada pelo pai.

Emily busca seu espaço, e sua forma de ser útil, e nestes pequenos momentos, temos grandes cenas com as suas irmãs e irmão, que entendem ela como diferente e ao mesmo tempo genial, pelas histórias que cria e por sempre estar presente com a família, mesmo com a sua personalidade retraída. 

As interações do elenco transbordam de sentimentos, por explorar não só o que Emily sente, mas o que a família deseja por ela. E nesses momentos percebemos como a futura escritora sabia interpretar o seu redor para incluir nas suas histórias e poemas.

E o roteiro soube trazer personalidades diferentes, para cada um. O elenco secundário interage com Emily de cenas simples e grandes arcos dramáticos. Principalmente o interesse amoroso como William Weightman (Oliver Jackson-Cohen).

E esse amor é o grande ganho dessa história, de como Emily enfim se sente confortável com a vida que leva em seu redor, de como o amor suaviza as coisas a sua forma. As melhores cenas são do casal, e do que eles colocam nos momentos íntimos. 

O livro conhecido é um pequeno coadjuvante, e pouco explorado. Para quem quer ver este filme, para entender o momento de concepção dele, sairá da sessão decepcionado. O longa é sobre a vida de Emily até a morte precoce. Emily consegue fazer o difícil, afinal, falar do biografado sem usar suas obras, faz disso um desafio extremo, basta pensarmos nas cinebiografias atuais que exploram os produtos dos escolhidos em grandes cenas, tente imaginar Bohemian Rhaposdy sem as músicas do Queen e Elvis sem o rei cantando, por estes e tantos outros motivos, este longa chama a atenção.  

Nota: 3/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

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