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| O Tesouro do Pequeno Nicolau | Crítica

Em uma aventura infantil, bem orquestrada e colorida. O Tesouro do Pequeno Nicolau sabe encantar o público jovem.

As crianças possuem seus próprios meios de ver o mundo, e se apegam com facilidade a sua rotina e principalmente os amigos que fazem pelo caminho. E mudar para outra cidade e perder tudo o que se conhece, é um medo que as crianças passam, e dessa vez, o pequeno Nicolau terá que enfrentar isso de frente. 

Nicolau (Ilan Debrabant) tem 9 anos, e seu maior passatempo é brincar com sua turma da escola, vivendo as mais diversas aventuras. Mas isso deve mudar quando seu pai (Jean-Paul Rouve) é promovido, e a família deve se mudar para o sul da França. Sem querer se separar dos amigos, o menino inventa uma nova empreitada: uma caça ao tesouro.

O longa dirigido por Julien Rappeneau traz o personagem conhecido na literatura infanto-juvenil para uma aventura, voltada para as crianças e sua forma peculiar de ver o mundo, mas além da trama de aventura, ele também busca alguns elementos do personagem para a tela.

Temos um visual colorido e com grafismo, como se realmente fossemos transportados para um novo mundo e vamos acompanhar tudo pelos olhos de Nicolau. Percebe-se o cuidado também, em utilizar estes elementos em grandes planos para evidenciar a cidade e seus personagens. 

Com exceção de Nicolau, os coadjuvantes são caricatos, e bem montados na proposta que vemos em cena, seja na maquiagem ou nos atores, as inspirações para estas escolhas técnicas são perceptíveis, e foram bem executadas.

Essa aventura lembra os longas infantis dos anos 80 e 90, onde o grupo é predominante em boa parte da trama, e com alguns percalços pelo caminho. A diferença fica pelo tom, ele busca um público mais jovem e grandes sustos na sua trama principal.

O filme tem um olhar de criança, de colocar a opinião de Nicolau primeiro, e depois os adultos, isso traz os dilemas do protagonista com as pressões que ele vive naquele momento, e ele vai se expressando de uma forma natural, sem precisar se apoiar em arcos dramáticos. A inocência é preservada como um elemento.

Como a aventura ocorrendo, temos a consciência de Nicolau crescendo e entendendo as suas escolhas, principalmente com a sua família. O arco familiar que parece um tanto perdido em seus primeiros atos, ganha forma e se torna algo primordial para fechamentos de tramas levantadas pelo protagonista.

As narrativas que são discutidas aqui, mantém a forma de serem vistas por uma criança e não um adulto, não há como negar que o longa acerta e compreende para qual público ele pretende se conectar.

O grupo formado por Nicolau e seus amigos, é pouco vítima das cores e dos planos que o longa imprime em alguns momentos, nada que comprometa, mas alguns planos abertos ficam para mostrar as cores e as crianças correndo, mas poderiam ser em menor quantidade.


O Tesouro do Pequeno Nicolau tem outro olhar para a aventura que vemos, mas tem a dose certa de cor e linguagem. E principalmente traz os pensamentos e ações de uma criança sem floreios para a tela.

Nota: 3/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

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