Cinema, Crítica de Filme

| Terrifier 2 | Crítica

Terrifier 2 constrói uma narrativa densa comparada ao primeiro filme, mas ainda usa o gore para dar sentido a sua história. 

A continuação de Terrifier chamou a atenção pelo mundo, por pessoas passando mal durante sessões (Que depois foi explicado como um golpe de marketing) que era um filme de terror que através dos elementos sanguinolentos iria contar a sua história, principalmente por Art (David Howard Thornton).

Há uma preocupação clara do diretor Damien Leone, de fazer em sua continuação, não só mais um filme com gore e mortes sem sentido. Ele traz ao que vemos, incorpora estes elementos à trama principal, para trazer o espectador para a trama principal, e poucos elementos sobressalentes.

A trama ocorre como qualquer terror slasher com a linearidade dos fatos e trazendo os personagens protagonistas à tona, explicando seu passado e neste caso aqui, sua relação com o palhaço Art, algo que o longa anterior também pouco explorou, isso também traz o peso para as mortes, conforme elas ocorrem, já que todas são rostos conhecidos ao espectador.

As mortes são violentas e sanguinolentas em diversas formas, mas o que acaba realmente incomodando, não são os litros jorrados por cenas, e sim, como algumas delas têm um lado B, de filmes de pouco orçamento, onde percebemos onde há um ator e quando é um estrutura. Entre um corte e outro, muda até a cor e o grafismo. 

Mesmo com essas mudanças técnicas, ou de baixo orçamento, há de se elogiar de como o diretor monta essas cenas explorando o melhor ângulo, e os planos para evidenciar Art e sua forma de matar. 

E como todo slasher atual, ele tem uma estrutura real e que até pode fazer sentido, quando algumas informações são retiradas da equação, como a cidade que tenta voltar ao normal, após o palhaço atacar pela primeira vez e seu corpo nunca ter sido encontrado.

O núcleo dos irmãos que sofrem diretamente nas mãos do psicopata, tem Lauren LaVera que passa por todos os percalços de uma final girl, com direito a uma armadura e espada, e seu irmão mais novo que faz o elo entre as histórias que ouviu e pesquisou.

E por mais que estranho que pareça, a violência aqui é justificada, já que elas estão ligadas a Art de alguma forma. O roteiro do próprio diretor, consegue separar a trama principal e os atos brutais. O problema é que sabemos bem quando cada parte vai ocorrer, basta o palhaço entrar em cena.

Pouco se justifica o marketing envolta de Terrifier 2, afinal ele só é mais brutal que um filme do seu gênero e só, mas a trama em si, é dentro do que esperado, principalmente por ele trazer as referências dos terrores atuais. Ele acaba sendo um passatempo sangrento.

Claro, que há os méritos de melhorar o personagem e sua trama principal, explorar novos pontos para até mesmo para uma franquia (Temos uma cena pós créditos), uma matança que até agrada, mas não te faz passar mal.

Art convence, e tentar galgar um espaço na cultura pop, como um novo palhaço assassino, agora temos que esperar o hype abaixar e perceber até onde ele pode ir, porém sabemos, que ele deixa uma trilha de sangue pelo caminho.

Nota: 3/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

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