Cinema, Crítica de Filme

| Força Bruta – Roundup | Crítica

A união entre ação e investigação faz de Força Bruta um longa interessante, mesmo com uma história com diversas tramas e vários vilões. Confira a crítica completa.

A Unidade Policial de Crimes de Geumcheon tem uma nova missão: repatriar um fugitivo que está no Vietnã. O policial Ma Seok-do (Don Lee) e o Capitão Jeon Il-man (Guy-hwa Choi) percebem que há algo de estranho com o excesso de boa vontade do suspeito em se entregar e revelar crimes cometidos por um assustador assassino chamado Hae-sang (Sukku Son). Ma e sua equipe começam a investigação nos dois países seguindo a trilha sangrenta deixada por Sang.

O filme tem uma proposta clara, ter um arco investigativo e cenas de ação em certos momentos. Ele cumpre bem as suas ideias iniciais, com uma divisão entre as partes, para balancear tudo que ocorre e se manter firme na trama principal. 

Além de ter um protagonista (Lee) acostumado a estes dois tipos de filmes, a forma com que vemos é distinta. A ação é mostrada com proximidade e com coreografias intensas (E tem um plano sequência em uma delas, que é primoroso), porém há bastante sangue e alguns momentos de brutalidade, fazem sentido a trama, mas podem incomodar quem não gosta dessa abordagem.

A narrativa de investigação, sabe transitar entre os alívios cômicos e tensão. Nestes momentos percebemos a plasticidade de Don Lee, que faz um policial ‘bom e ruim’ quase ao mesmo tempo, e quando precisa ir para ação, faz ela também muito bem. 

A ação tem forma de filmagem intensa e que muda de acordo com que ocorre em cena, já que o longa trabalha vários arcos narrativos. As coreografias são ótimas e a transição entre elas, aumenta a intensidade e sua forma. E são todas bem corporais e dinâmicas.

Por termos arcos marcados, a transição em alguns momentos é simples, basta uma troca de cenários que já entendemos para onde o filme vai, se é ação ou não. Claro, que como temos bons momentos, isso não incomoda tanto assim, mas algumas, faltam criatividade.

Outro elemento que se destaca é a quantidade de subtramas que o longa se propõe a contar, e explorar cada uma delas a seu tempo. Até mesmo os vilões recebem um arco dramático denso e com camadas. E ainda há tempo para trazer uma narrativa para os capangas que estão envolvidos nos trâmites do vilão. 

Isso claro, gera uma diferença de tempo de tela entre eles, mas nada que comprometa a história central. Isso também se dá pela ação que é pontual pelo filme, o roteiro prefere contar diversas informações, e ele é bem sucedido no que propõe.

Essa diversidade que assistimos também se reflete na atuação, por mais que ele se apoie em Don Lee, ele se traz espaço para outros personagens, como Kang (Sukku Son) que mesmo sendo secundário e parte do ‘núcleo vilanesco’ tem boas cenas, inclusive ele tem as melhores cenas desta parte.


Força Bruta é interessante por justamente colocar o que vai propor rapidamente no seu primeiro ato, e ir cumprindo aos poucos o que apresenta. Mesmo com a ação pontual, ela tem uma participação importante aqui, mesmo com alguns exageros na sanguinolência.

Nota: 4/5

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